Reitoria da UFRGS rejeita novo Enem como critério de ingresso em 2010

A reitoria da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) decidiu não aceitar o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que será aplicada nos dias 3 e 4 de outubro deste ano em todo o país, como critério de seleção para o ingresso na instituição em 2010.

Em reunião na segunda-feira (13), a reitoria justificou que não há tempo para uma alteração na forma de seleção de novos alunos, feito tradicionalmente por meio de exame vestibular. Além disso, a direção da instituição também alegou que precisa se certificar da eficiência do novo modelo de ingresso, proposto pelo MEC (Ministério da Educação). A nova avaliação, com 200 questões, será mesma para todo o país e a proposta do MEC é que ela possa substituir o vestibular nas universidades federais.

Uma das ressalvas que a reitoria é sobre a uniformidade da prova - um mesmo teste aplicado para todo o país. De certa forma, a prova poderia eliminar as especificidades regionais dos conteúdos ensinados segundo a visão da UFRGS.

O reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto, alegou que uma mudança nos critérios de ingresso geraria "pânico" entre os vestibulandos neste momento. "O vestibular de 2010 já começou para a UFRGS. Em nossa história, nunca mudamos as regras de ingresso com menos de um ano de antecedência", justificou o reitor.

Esperar para ver
Netto ressalvou, porém, que a decisão da reitoria não significa uma rejeição ao modelo proposto pelo MEC para ingresso nas universidades públicas. Mas disse que os métodos de ingresso aplicados pela UFRGS nunca motivaram qualquer questionamento em relação à qualidade das provas. "Precisamos ter segurança de que o modelo [do MEC] é de fato eficaz", disse.

Segundo ele, a instituição pretende utilizar a prova do Enem como critério de ingresso apenas para a seleção de 2011. E assim mesmo de forma parcial. Uma das propostas é fazer com a que prova substitua a primeira fase do vestibular da UFRGS, igual para todas as áreas de conhecimento. Outra possibilidade é atribuir um peso à nota do Enem, como forma de compor a nota final dos candidatos como acontecia até o último vestibular da Fuvest.

A decisão final depende da aprovação de dois colegiados da UFRGS: o CEP (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) e do Consun (Conselho Universitário) da Ufrgs, instâncias superiores à reitoria. Os conselhos, que têm representação de alunos, funcionários e professores, podem acatar ou não a decisão tomada pela direção da universidade. A deliberação final precisa ser adotada até julho, data de publicação do edital de convocação do vestibular.

O processo seletivo da federal gaúcha, a maior universidade pública da região Sul, ocorre em janeiro. No último concurso, 34 mil candidatos prestaram exame para disputar 4,5 mil vagas - densidade de oito candidatos por vaga. Desse total, 704 foram ocupadas por estudantes egressos do ensino público e outras 704 foram preenchidas através das cotas raciais. O curso de Medicina, mais procurado pelos vestibulandos, teve 37 vestibulandos por vaga.

Fonte: UOL

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