Estrangeiros temem ser acusados de portar gripe suína ao deixar México

Vários turistas e empresários estrangeiros, principalmente das Américas Central e do Sul, expressaram hoje na capital mexicana o medo de que, ao voltar a seus países de origem, sejam mal-vistos devido ao surto de gripe suína que afeta o México.

Os viajantes consultados pela Agência Efe antes de deixar o aeroporto da Cidade do México disseram que, apesar de não terem sintomas de contágio do vírus A/H1N1, temem ser apontados como um "perigoso" foco de infecção.

"Estou preocupado porque realmente não sei como vão nos tratar (...) também não sabemos quais procedimentos as autoridades estão tomando para todos os que chegam procedentes do México", disse o empresário guatemalteco David Juárez.

O México mantém em estado de alerta perante a presença do vírus A/H1N1, que teria causado a morte de 149 pessoas no país, sendo que em 20 delas já foi confirmado que o motivo foi a gripe suína.

O colombiano Carlos Díaz disse que sai do país seguro de que não foi contagiado, porque tomou as devidas precauções.

"Não sabemos se vão nos deixar entrar em nosso país, se teremos que ser analisados por um médico ao chegar lá", acrescentou.

Nesta segunda-feira, o Governo mexicano anunciou que se ampliaria o estado de emergência sanitária em todo o país. No entanto, as operações aéreas com partida ou destino ao México se mantêm normais.

O porta-voz do aeroporto da Cidade do México, Víctor Mejía, disse à Efe que, até o momento, não pode confirmar se houve uma diminuição do fluxo de passageiros nos últimos quatro dias.

Já o comerciante Luis Hernández, encarregado de um restaurante dentro do aeroporto da Cidade do México, afirma que o número de clientes caiu sensivelmente.

O porta-voz dos 13 aeroportos privados do Pacífico, que incluem os terminais de Guadalajara (oeste) e Tijuana (noroeste), Miguel Aliaga, contou que os passageiros são informados sobre os sintomas da gripe suína nos locais.

Vários Governos da América Latina, da Ásia e da Europa anunciaram medidas especiais de controle sanitário para os passageiros e, em alguns casos, recomendaram aos cidadãos que reconsiderem viajar ao México.

O piloto José Martínez, da companhia aérea sul-americana Grupo Taca, assegurou à Efe que a empresa não restringiu os voos para os mexicanos, mas obrigou os passageiros a usar máscaras durante todo o voo.

Fonte: UOL

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