Circulação de trens foi interrompida mais cedo, diz SuperVia. Paralisação já dura dois dias.
Em greve há dois dias, os ferroviários informaram, na noite desta terça-feira (14), que vão manter a paralisação no Rio de Janeiro por tempo indeterminado. As informações são do Sindicato dos Ferroviários. Segundo o presidente do sindicato, Walmir de Lemos, a decisão foi anunciada em assembleia realizada em Deodoro, na Zona Oeste.
No encontro, segundo o sindicato, foram discutidos novos avanços das negociações com o secretário de Transportes, Júlio Lopes, e com a SuperVia, concessionária que administra a linha férrea no Rio.
Mais cedo, representantes do Sindicato dos Ferroviários se reuniram com os diretores da SuperVia. A empresa analisou as reivindicações da categoria, entre elas a segurança dos trabalhadores. O documento foi levado para a assembleia.
Em nota oficial, a SuperVia informou que o último trem deixou a Central do Brasil, excepcionalmente, às 21h desta terça-feira (14), por falta de funcionários. Segundo a empresa, normalmente, a interrupção dos serviços ocorre às 22h30.
A SuperVia informou que o serviço será normalizado por volta das 3h40 desta quarta-feira (15), como de costume. A concessionária ressalta que as composições que ainda estão em circulação deixaram a estação antes desse horário.
Sindicato terá que pagar multa
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, nesta terça-feira (14), que o Sindicato dos Ferroviários terá que pagar uma multa de R$ 50 mil por descumprir a liminar do órgão, que previa que 60% do efetivo de maquinistas nos horários de pico.
O presidente do sindicato informou mais cedo que o sindicato não cumpriu a liminar porque a SuperVia, não apresentou uma tabela, que teria informações sobre o total de profissionais da empresa e quem estaria apto a participar da escala especial.
No entanto, segundo o TRT, a desembargadora Glória Regina Ferreira Mello não condicionou o cumprimento da liminar com a entrega da tabela.
Lemos disse, no início da tarde, que vai recorrer da decisão da Justiça porque, para ele, havia maquinistas suficientes para trabalhar, mas a SuperVia não teria dispobinilizado trens.
Sindicato x SuperVia
Acusado pela SuperVia de não cumprir o efetivo de 60% nos horários de pico durante a greve, o sindicato alega que não conseguiu cumprir a determinação porque a concessionária não teria fornecido as composições necessárias para os maquinistas trabalharem.
Segundo o presidente da classe, a empresa teria tirado de circulação alguns ramais complementares, como Raiz da Serra-Saracuruna, Japeri-Nova Iguaçu-Central, Paracambi-Japeri, Campo Grande-Central, Bangu-Central e Queimaidos-Central. Lemos explicou que só 45% dos funcionários estariam trabalhando, porque os demais teriam sido impedidos.
De acordo com a SuperVia, no entanto, apenas os trechos entre Vila Inhomirim-Saracuruna e Paracambi-Japeri ficaram sem circular, mas não houve redução na circulação de composições.
Ferroviários fazem passeata
Cerca de cem ferroviários saíram da Central do Brasil em passeata, na manhã desta terça-feira, em direção à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o presidente do sindicato, o grupo tenta uma reunião com o presidente da Alerj, Jorge Piccinani, e com o deputado Gilberto Palmares, da comissão de trabalho da Alerj, para reivindicar melhores condições de segurança no trabalho.
As reivindicações, segundo o sindicato, não foram atendidas pela Supervia. Entre elas estão melhorias na sinalização, o conserto de composições que andam com portas abertas e problemas nos freios de alguns trens. “Eles colocam em risco a segurança tanto de maquinistas, como de ferroviários, que controlam a sinalização e são demitidos quando há falhas, e, principalmente, dos usuários”, reclama Walmir.
Fonte: G1
Em greve há dois dias, os ferroviários informaram, na noite desta terça-feira (14), que vão manter a paralisação no Rio de Janeiro por tempo indeterminado. As informações são do Sindicato dos Ferroviários. Segundo o presidente do sindicato, Walmir de Lemos, a decisão foi anunciada em assembleia realizada em Deodoro, na Zona Oeste.
No encontro, segundo o sindicato, foram discutidos novos avanços das negociações com o secretário de Transportes, Júlio Lopes, e com a SuperVia, concessionária que administra a linha férrea no Rio.
Mais cedo, representantes do Sindicato dos Ferroviários se reuniram com os diretores da SuperVia. A empresa analisou as reivindicações da categoria, entre elas a segurança dos trabalhadores. O documento foi levado para a assembleia.
Em nota oficial, a SuperVia informou que o último trem deixou a Central do Brasil, excepcionalmente, às 21h desta terça-feira (14), por falta de funcionários. Segundo a empresa, normalmente, a interrupção dos serviços ocorre às 22h30.
A SuperVia informou que o serviço será normalizado por volta das 3h40 desta quarta-feira (15), como de costume. A concessionária ressalta que as composições que ainda estão em circulação deixaram a estação antes desse horário.
Sindicato terá que pagar multa
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, nesta terça-feira (14), que o Sindicato dos Ferroviários terá que pagar uma multa de R$ 50 mil por descumprir a liminar do órgão, que previa que 60% do efetivo de maquinistas nos horários de pico.
O presidente do sindicato informou mais cedo que o sindicato não cumpriu a liminar porque a SuperVia, não apresentou uma tabela, que teria informações sobre o total de profissionais da empresa e quem estaria apto a participar da escala especial.
No entanto, segundo o TRT, a desembargadora Glória Regina Ferreira Mello não condicionou o cumprimento da liminar com a entrega da tabela.
Lemos disse, no início da tarde, que vai recorrer da decisão da Justiça porque, para ele, havia maquinistas suficientes para trabalhar, mas a SuperVia não teria dispobinilizado trens.
Sindicato x SuperVia
Acusado pela SuperVia de não cumprir o efetivo de 60% nos horários de pico durante a greve, o sindicato alega que não conseguiu cumprir a determinação porque a concessionária não teria fornecido as composições necessárias para os maquinistas trabalharem.
Segundo o presidente da classe, a empresa teria tirado de circulação alguns ramais complementares, como Raiz da Serra-Saracuruna, Japeri-Nova Iguaçu-Central, Paracambi-Japeri, Campo Grande-Central, Bangu-Central e Queimaidos-Central. Lemos explicou que só 45% dos funcionários estariam trabalhando, porque os demais teriam sido impedidos.
De acordo com a SuperVia, no entanto, apenas os trechos entre Vila Inhomirim-Saracuruna e Paracambi-Japeri ficaram sem circular, mas não houve redução na circulação de composições.
Ferroviários fazem passeata
Cerca de cem ferroviários saíram da Central do Brasil em passeata, na manhã desta terça-feira, em direção à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o presidente do sindicato, o grupo tenta uma reunião com o presidente da Alerj, Jorge Piccinani, e com o deputado Gilberto Palmares, da comissão de trabalho da Alerj, para reivindicar melhores condições de segurança no trabalho.
As reivindicações, segundo o sindicato, não foram atendidas pela Supervia. Entre elas estão melhorias na sinalização, o conserto de composições que andam com portas abertas e problemas nos freios de alguns trens. “Eles colocam em risco a segurança tanto de maquinistas, como de ferroviários, que controlam a sinalização e são demitidos quando há falhas, e, principalmente, dos usuários”, reclama Walmir.
Fonte: G1
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