INDÚSTRIA PORNÔ INGRESSA NA BRIGA DE NOVOS FORMATOS DE VÍDEO

Nos anos 80, indústria pornô fez formato VHS vencer Betamax.
A nova disputa é entre o Blu-Ray, da Sony, e o HD-DVD, da Toshiba.

O iminente ingresso da indústria dos filmes pornográficos na era da alta definição poderá contribuir para decidir quem vai ganhar a guerra do formato que sucederá ao DVD, dizem especialistas do setor econômico.

"Quando começamos a usar a alta definição, as pessoas diziam 'Uau! Dá pra ver tudo', afirmou Steve Hirsch, presidente da Vivid Entertainment, líder no mercado de filmes adultos, explicando que isso trouxe alguns problemas, pois as imperfeições físicas dos atores se tornaram muito evidentes.

"Mas superamos esse problema", disse Hirsch, garantindo que a tecnologia permite diferenciar as boas produções das improvisadas e com poucos recursos.

Vivid, com faturamento nos Estados Unidos de 100 milhões de dólares, filma há dois anos em alta definição. No entanto, lançará no próximo mês sua primeira produção pornô em Blu-Ray e HD-DVD, os dois formatos competidores da Sony e Toshiba.

Os especialistas do setor observam com atenção o ingresso no mercado de alta definição de filmes pornográficos, pois isso pode dar indícios sobre qual empresa vencerá a batalha.

No início da década de 1980, o formato VHS venceu seu concorrente Betamax através da aceitação de filmes eróticos.

A primeira produção da Vivid em formato de alta definição "Debbie does Dallas... again" estará disponível nos dois formatos. "Nós produzimos o conteúdo para todos os formatos. É assim que trabalhamos", disse Hirsch à AFP.

Outros especialistas afirmam que a comparação da guerra entre Betamax e VHS há 25 anos com a situação atual não é pertinente.

O porta-voz da indústria do disco Blu-Ray, Andy Parsons, garante que a indústria pornográfica não tem o peso que lhe é atribuído.

"É o produto convencional que dirige o mercado e este vem dos estúdios cinematográficos", disse Parsons em entrevista à publicação especializada Variety.

As vendas de DVD estão diminuindo devido a internet. Segundo o jornal AVN, da indústria pornográfica, a internet contribuiu em 2006 com 22% do volume de negócios do setor e as vendas de DVD com 28%. O mercado pornográfico nos Estados Unidos lucra em torno de 13 bilhões de dólares.

Para Vivid, a porcentagem de faturamento de DVDs passou de 80% há 10 anos para menos de 30%. "Em cinco anos, será menos de 5%", previu Hirsch.

"A televisão, os DVDs e a internet vão se incorporar em cinco anos. A televisão será o novo computador", continuou.

Quanto ao aumento de acessos aos conteúdos "para adultos", Hirsch acredita que a indústria atravessará outra revolução, com companhias de baixo orçamento lutando para manter uma posição em um mercado extremamente competitivo.

"No ano passado estrearam 13 mil filmes pornográficos, logo as novas produções estarão competindo com dezenas de milhares de outros títulos", refletiu.

"A questão será saber como se diferenciar. Aqueles que tiverem a resposta vão sobreviver", finalizou Hirsch.

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