terça-feira, 9 de junho de 2009

Obama diz que venda da Chrysler à Fiat "salvará empregos"

O presidente americano, Barack Obama, disse hoje que a aprovação por um juiz de falências da venda da maior parte da Chrysler a um grupo liderado pela empresa italiana Fiat salvará "dezenas de milhares de empregos" nos Estados Unidos.

Em declaração distribuída pela Casa Branca, o líder destacou que a decisão judicial "abre o caminho para uma empresa mais competitiva no futuro".

O magistrado Arthur González, do Tribunal Federal de Falências no Distrito Sul de Nova York, aprovou o plano no domingo à noite, depois que determinou que a única saída para a situação da Chrysler era a liquidação da empresa fundada há 84 anos.

A nova companhia se chamará Grupo Chrysler LLC. O total de acionistas da nova Chrysler se dividirá entre um fundo fiduciário administrado pelo sindicato United Auto Workers (55%), a Fiat (20%, mas com a opção de aumentar até 35%) e o resto, os Governos dos Estados Unidos e do Canadá.

O Departamento do Tesouro e a United Auto Workers (UAW) definiram que o sindicato não participará da gestão da nova Chrysler, tarefa que ficará totalmente nas mãos da Fiat, apesar de contar com a maior participação acionária.

"A decisão do juiz González abre o caminho para que a nova Chrysler emerja da quebra como uma companhia mais forte e competitiva", afirmou Obama, em sua declaração.

"Há apenas cerca de um mês, o futuro desta grande empresa americana estava em dúvida", disse. "Agora, como resultado do compromisso substancial do Governo dos Estados Unidos e sacrifícios de todas as partes envolvidas, a Chrysler tem uma nova oportunidade", insistiu.

"Dissemos que este processo seria completado rápida e eficientemente, e isso é exatamente o que foi possível hoje", acrescentou Obama.

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