domingo, 14 de junho de 2009

Corinthians usa atacante Ronaldo como "arquiteto" de CT

A integração entre Ronaldo e Corinthians já atingiu um nível que faz a relação entre eles extrapolar as funções do atacante dentro de campo.

O time do Parque São Jorge quer aproveitar a experiência que o jogador acumulou ao ter atuado por alguns dos maiores clubes do planeta para fazer melhorias em seu centro de treinamento, em terreno no Parque Ecológico do Tietê.

A ideia é transformar o local --uma área estatal de cerca de 200 mil m sob concessão do clube por 100 anos-- de um simples espaço com três campos e pouca infraestrutura de apoio num CT equiparável aos mais completos do mundo.

Para isso, o Corinthians conta com o conhecimento do Fenômeno e suas passagens por Real Madrid, Barcelona, Inter de Milão e Milan, todos com instalações de treinamento considerados exemplares.

A convite do presidente Andres Sanchez, Ronaldo viu o esboço do projeto para a construção do CT corintiano. E, segundo o dirigente, "deu palpites em algumas coisas". Além do Fenômeno e do presidente corintiano, apenas os diretores envolvidos na construção do CT e membros da comissão técnica, que utilizarão diariamente a estrutura do local quando estiver pronta, conhecem o esboço.

"O Ronaldo viu o projeto no papel. Falou de algumas coisas que precisava ter."

Andres diz que a nova infraestrutura ficará parcialmente pronta até o fim do ano. "Não dará ainda para fazer pré-temporada lá, dormir lá. Mas isso será possível até o meio do ano que vem", afirmou.

O diretor administrativo do clube, André Luiz Oliveira, um dos responsáveis por tocar a obra, é mais cauteloso. Segundo ele, ainda demorará pelo menos um mês para que o projeto comece a ser executado.

"O Corinthians já falou com todos os órgãos para os quais precisava prestar esclarecimentos. Mas ainda vamos fechar o projeto. Temos que mexer em algumas coisas", disse.

As obras de melhoria da infraestrutura do CT Parque Ecológico, segundo previsão inicial da diretoria corintiana, deve consumir entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões.

Ainda endividado, o clube pretende usar fontes de recurso alternativas. Uma delas é captar parte do dinheiro necessário para a construção através da Lei de Incentivo do Esporte, segundo conta Oliveira.

O diretor afirma ainda a ambição de ter no projeto a assinatura de um dos arquitetos brasileiros mais renomados. "Queremos que o projeto seja do Rui Othake", diz.

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