quinta-feira, 18 de junho de 2009

Marcelo Oliveira: 'Sou um abençoado'

Lateral-esquerdo, destaque contra o Inter, usa Ronaldo como motivação e agradece elenco e família após drama na carreira.

A história de Marcelo Oliveira poderia muito bem ser relatada no cinema. Em pouco mais de um ano, o lateral-esquerdo do Corinthians passou por quatro cirurgias no joelho esquerdo e chegou a ter ameaçado seu futuro como profissional e viu de perto a possibilidade de ter a perna amputada. Mas quis o destino que a carreira dele tivesse uma daquelas viradas que só o futebol proporciona.

Na última quarta-feira, Marcelo Oliveira fez sua segunda partida como titular depois de passar por um grande drama. De quebra, foi um dos melhores em campo contra o Internacional e ainda armou toda a jogada que resultou no primeiro gol alvinegro, feito por Jorge Henrique, ainda na etapa inicial (veja no vídeo à esquerda).

- Sou um abençoado. Até um tempo atrás, estava sem jogar e não esperava que teria uma oportunidade em uma final. A felicidade de ter ido bem e ajudado a equipe é imensa. Agradeço a Deus, ao Mano e aos jogadores, que sempre me deram força – afirmou.

Um dos poucos destaques do Corinthians em 2007, ano do rebaixamento, Marcelo Oliveira rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo na partida contra o Goiás, dia 4 de agosto. O que seria uma parada repentina para um jogador em evolução se transformou em um problema muito maior.


Marcelo Oliveira superou momentos difíceis

Depois da primeira operação, voltou à mesa de cirurgia por conta de uma infecção hospitalar. Em seguida, já treinando no clube, percebeu que não conseguia fazer todos os movimentos e passou por nova intervenção. Quando o problema parecia resolvido, voltou a ser operado para recuperar definitivamente a flexibilidade no local. Mas, desta vez, com o exemplo de Ronaldo, outro que sofreu bastante com as articulações.

- O Ronaldo conversou comigo sobre isso. Ele, um cara consagrado, poderia ter parado depois de tudo que conquistou, treinava todos os dias em Itu na pré-temporada. Não tinha motivação maior para mim – acrescentou.

Marcelo faz questão também de destacar a importância da família na recuperação, sobretudo da mãe (Gisa) e da esposa (Juliana).

- Elas ficavam em casa comigo, quando passava noites sem dormir. Tinha que ficar de barriga para cima apenas, e as costas travavam. As duas foram muito importantes. A alegria delas é maior que a minha. Elas não sentiram as dores que eu senti, mas sofreram comigo. Minha esposa, antes mesmo de eu entrar em campo contra o Coritiba (jogo do retorno), já estava chorando na arquibancada – completou.

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