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Fifa estuda tecnologia para evitar erros

A Fifa admitiu que estuda o uso de recursos eletrônicos para resolver dúvidas sobre se a bola cruzou a linha do gol ou não, como aconteceu no gol marcado por Kaká na final da Copa das Confederações, que o juiz acabou não validando.

O goleiro americano Tim Howard fez a defesa quando a bola já tinha cruzado a linha, mas o sueco Martin Hannson, juiz do jogo, não deu o gol.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, informou nesta segunda-feira que, exclusivamente para dúvidas geradas na linha do gol, foram feitos alguns testes que não deram resultado, embora tenha admitido que espera alguns outros procedimentos para determinar uma melhor aplicação.

Perguntado se não poderia ser desenvolvida uma tecnologia similar à chamada "olho de falcão" (Hawk-Eye) do tênis, Blatter indicou que a principal dificuldade é que a bola de tênis é analisada em uma só dimensão e a do futebol, em três.

"Foi testado o olho de falcão na segunda divisão do Campeonato Inglês e apesar do uso de sete câmaras, as conclusões não eram seguras. Não era possível detectar se a bola tinha ou não entrado completamente no gol", afirmou Blatter, que também disse que a introdução de um chip dentro da bola não era uma garantia.

"Sempre haverá erros, mas temos que deixar que o futebol tenha erros porque é um jogo humano", contou Blatter, que também lembrou que há cinco anos a International Board admitiu o estudo da introdução da tecnologia para decidir jogadas do tipo.

Além disso, lembrou que em um torneio realizado no Japão foi testado o chip na bola, mas não houve nenhuma jogada polêmica como a do gol de Kaká na final da Copa das Confederações.

Na próxima edição da Liga Europa, que substitui a antiga Copa da Uefa, serão usados dois árbitros atrás dos gols para verificar esse tipo de jogadas conflituosas, lembrou Blatter, que informou que no início de 2010 a Fifa receberá um novo relatório sobre a utilização do chip na bola.

"Só falamos da linha do gol, não de toda a área, nem de ver repetições pela televisão, nem de utilizar a câmera lenta. Queremos manter a cara humana do futebol", concluiu o presidente da Fifa.

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