segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Steinbruch e a crise

O empresário Benjamin Steinbruch, controlador da CSN, vinha há meses fazendo um leilão de uma das grandes minas do grupo, a Namisa, localizada em Minas Gerais. A disputa entre um consórcio japonês e outros interessados no ativo levou Steinbruch a aumentar o preço da Namisa para algo em torno de 10 bilhões de dólares.

Com a crise, as ações da CSN, que já vinham caindo desde julho, despencaram quase 40% só nos últimos 30 dias.

Feitas as contas, hoje todo o grupo CSN vale 23,7 bilhões de reais -- praticamente o mesmo valor que Steinbruch queria receber pela Namisa (o dólar fechou hoje a 2,31 reais).

Ou seja: ou Steinbruch desiste de vender a Namisa por enquanto (vai ser difícil que alguém pague o valor pedido) ou terá que fazer um descontão para atrair algum interessado.

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