segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Fundir duas empresas agonizantes é sinal de desespero

Sinto calafrios cada vez que leio algo sobre uma possível fusão entre GM e Chrysler -- uma possibilidade que vem sendo cada dia mais estudada pelas duas montadoras. A GM encolhe sem perar há anos e hoje tem um valor de mercado de meros 3,5 bilhões de dólares (para dar uma dimensão do que isso significa, o empresário Benjamin Steinbruch vendeu 40% da Namisa dias atrás por 3 bilhões de dólares). Por conta da´pindaíba, a montadora comandada por Rick Wagoner vira e mexe fala em demissões e fechamento de fábricas. Na Chrysler, que saiu tempos atrás de uma malsucedida fusão com a Daimler, a situação não é muito melhor. Ontem mesmo a empresa informou que vai demitir quase 2000 funcionários de uma fábrica em Ohio até o final do ano (essa unidade vai funcionar agora apenas durante um turno). Hoje, o Wall Stree Journal informou que 5000 funcionários da administração serão demitidos em todo o mundo.

Honestamente, que valor pode ser gerado de uma combinação de duas companhias agonizantes? Fusões têm custo -- algo que nenhuma delas tem como bancar agora. Fusões, mesmo quando funcionam, levam algum tempo para produzir resultado -- e essas empresas não têm tanto tempo assim.

Dizem por aí que tempos desesperados exigem medidas desesperadas. Mas acho que a idéia de fundir GM e Chrysler é de um desespero além da conta.

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