O Japão anunciou nesta quinta-feira planos para criar de 1,4 a 2 milhões de novos empregos em três anos como parte de um pacote de estímulo recorde no

O Japão anunciou nesta quinta-feira planos para criar de 1,4 a 2 milhões de novos empregos em três anos como parte de um pacote de estímulo recorde no valor de US$ 150 bilhões para reativar a segunda economia mundial, mergulhada em uma profunda recessão.

O Partido Liberal Democrata (PLD, no poder) aprovou um novo plano de gastos para reativar a economia no valor de 15,4 trilhões de ienes (150 bilhões de dólares) preparado pelo ministério das Finanças para combater a crise.

O dinheiro fresco, que representa 3% do PIB (Produto Interno Bruto), é parte de um pacote mais amplo que totaliza mais de 56,8 trilhões de ienes (570 bilhões de dólares), se forem incluídos os cortes dos impostos, as garantias de crédito e outras medidas.

O novo plano de Aso deve ser votado pelo parlamento porque requer um aumento do orçamento.

O primeiro-ministro apresentou nesta quinta-feira à imprensa as linhas gerais de seu plano econômico, cujo principal objetivo é dinamizar a demanda interna e colocar o Japão na vanguarda da inovação tecnológica.

"Esta crise pode mudar drasticamente a estrutura competitiva da economia e as indústria mundiais", disse Aso. "Somente os países que podem transformar um desafio em uma oportunidade podem prosperar no futuro", destacou.

"Nos próximos três anos, queremos incentivar a demanda de 40 para 60 trilhões de ienes e criar de 1,4 a 2 milhões de empregos", afirmou.

Aso quer que uma boa parte dos novos empregos seja criada nas áreas de saúde e energias limpas.

"Os planos, que vão até 2020, dão prioridade às energias renováveis, sobretudo a solar, que representarão 20% do consumo de energia do país em 2020", declarou.

Ele também insistiu no desenvolvimento de carros ecológicos, que passariam a representar um em cada dois novos em 2020.

Aso pretende ainda incentivar os consumidores a substituírem velhos eletrodomésticos por aparelhos mais econômicos em energia, com 30 milhões de unidades trocadas por ano.

"Precisamos de uma revolução geral para criar uma sociedade com baixa emissão de carbono", disse.

"O Japão também deve ser capaz de atrair 20 milhões de visitantes estrangeiros por ano desde 2020, contra menos de 10 milhões atualmente", destacou.

"Isto criaria um mercado de 4,3 trilhões de ienes", indicou.

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