quarta-feira, 8 de abril de 2009

Almas que se encontram

Almas que se encontram
Dizem que para o Amor chegar não há dia,
Não há hora nem momento marcado para acontecer.
Ele vem de repente e se instala
No mais sensível dos nossos órgãos, o coração.
Começo a acreditar que sim.
Mas percebo também que pelo fato deste momento
Não ser determinado pelas pessoas,
Quando chega,
Quase sempre os sintomas são arrebatadores.
Vira tudo às avessas
E a bagunça feliz se faz instalada.
Quando duas almas se encontram
O que realça primeiro não é a aparência física,
Mas a semelhança d’ almas.
Elas se compreendem
E sentem falta uma da outra.
Entristecem-se por não terem se encontrado antes,
Afinal tudo poderia ser tão diferente.
No entanto sabem que o caminho é este
E que não haverá retorno para as suas pretensões.
É como se elas falassem além das palavras,
Entendessem a tristeza do outro,
A alegria, o desejo,
Mesmo estando em lugares diferentes.
Quando as almas afins se entrelaçam
Passam a sentir saudade uma da outra
Num processo contínuo de reaproximação
Até a consumação.
Almas que se encontram
Podem sofrer também,
Pois muitas vezes tem que esperar
Para poder extravasar
Toda a plenitude do amor que carregam,
Toda a alegria de amar
E querer compartilhar a vida com o outro,
Toda a emoção contida
A espera do encontro fatal.
Desejam coisas que são tão simples de viver.
Como ver o pôr-do-sol,
Caminhar por uma estrada com lindas arvores,
Ver a noite chegar,
Ir ao cinema, rir, brigar as vezes,
Mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial.
Amar e amar,
Muitas vezes sabendo que logo depois
Poderão estar juntas de novo
Sem que a despida se faça presente.
Mas depois que se encontram ficam marcadas, Tatuadas
E jamais conseguirão se separar.
Almas que se encontram
Jamais se sentirão sozinhas
Porquanto entenderão,
Por si só, a infinita necessidade que tem uma da outra para
outra a eternidade...

Quando achar que encontrou sua alma cuida bem dela!

Michele Cristina Pereira Camara

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