Águas do Brasil

Em se tratando de águas, o Brasil está realmente deitado em berço esplêndido. O país possui a maior concentração de água doce do mundo (cerca de 12%) disponível em rios – ou seja, que pode ser utilizada para consumo. Esse percentual é o dobro de todos os rios da Austrália e da Oceania; 42% superior aos da Europa; e 25% a mais do que os do continente africano.

Além disso, abriga o maior rio em extensão e volume do planeta, o Amazonas. E as vantagens hídricas do país não param por aí: mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios.

No entanto, até mesmo o Brasil está sob a ameaça da escassez de água. Isso é devido, em grande parte, à má gestão dos recursos hídricos. Aqui, o desperdício de água chega a 50% - um dos maiores índices do planeta. Além disso, grande parte dos rios e mananciais está contaminada e imprópria para uso.

Assim, parte da água no Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável (principalmente nas áreas densamente povoadas), em razão de processos de urbanização, industrialização e produção agrícola. Isso faz com todo o grande volume de água no país esteja diminuindo drasticamente – e rapidamente.

Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada – que atinge regiões de mananciais. Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular, além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização de atividades como agricultura e pecuária. Não raramente, os agrotóxicos e dejetos utilizados nessas atividades também acabam por poluir a água.

Para solucionar o problema, é necessário mais consciência por parte da população e do governo, tomando-se uma série de atitudes simples que refletiriam positivamente na conservação dos recursos hídricos do país. Por exemplo, 90% das atividades modernas poderiam ser realizadas com água de reuso. Apesar de não ser própria para consumo humano, a água de reuso pode ser usada nas indústrias, na lavagem de áreas públicas e nas descargas sanitárias de condomínios, por exemplo.

Além de diminuir a pressão sobre a demanda, o custo dessa água é pelo menos 50% menor do que o preço da água fornecida pelas companhias de saneamento, porque não precisa passar por tratamento. Além disso, as novas construções – casas, prédios, complexos industriais – poderiam incorporar sistemas de aproveitamento da água da chuva, para os usos gerais que não o consumo humano.

Fonte: Terra

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