quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Criança ferida em desabamento da Renascer deixa UTI; 19 continuam internados

Uma menina de nove anos que ficou gravemente ferida no desabamento do teto da igreja Renascer em São Paulo --ocorrido último domingo (18), provocando nove mortes-- deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital São Paulo nesta quarta-feira (21), informou a assessoria do centro médico.

De acordo com o hospital --que recebeu 15 vítimas do acidente-- dentre os quatro feridos que continuavam internados até a tarde desta quinta-feira no local, a criança era a que estava em estado mais grave.

Além da menina, outra pessoa também foi transferida para a enfermaria ontem. Todos os pacientes que continuavam internados no hospital São Paulo apresentaram melhora no quadro clínico e passavam bem.

De acordo com a assessoria da Renascer, até a noite desta quarta-feira, 19 pessoas --incluindo as quatro pessoas atendidas pelo hospital São Paulo-- continuavam internadas, todas com estado de saúde considerado estável.

O desabamento do teto da igreja Renascer deixou mais de cem feridos.

Causas

Hoje, o diretor do Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis), Vagner Monfardini Pasotti, prestará esclarecimentos na tarde desta quinta-feira ao Ministério Público Estadual sobre as circunstâncias da renovação do alvará de funcionamento do prédio da sede da igreja Renascer.

Ele será ouvido pela promotora Mabel Tucunduva (Habitação). Para ela, o município deveria ter sido rigoroso na liberação do documento, já que o prédio apresentou, no passado, problemas na estrutura do telhado, que levaram à interdição do local.

As paredes laterais do prédio, localizado na avenida Lins de Vasconcelos, também ameaçam ruir. A demolição da estrutura que sobrou do imóvel começará a ser feita na sexta-feira (23).

Os serviços serão feitos pela Demolidora Diez. O plano de trabalho foi apresentado ontem à Promotoria pelo advogado Roberto Ribeiro, que representa a Renascer.

A empresa usará um guindaste, que fica em Mauá (Grande São Paulo), para içar a parede que ameaça cair. Com isso, os imóveis vizinhos, ainda sob ameaça, ficariam intactos. A prioridade é tirar a parede do local. O restante não tem prazo para terminar de ser demolido.

Com a demolição do que resta da construção, o IC (Instituto de Criminalística) também poderá voltar a fazer perícias no local. No início da noite de segunda-feira (19), a Defesa Civil, interrompeu o trabalho da perícia devido ao risco de desabamentos.

As telhas de amianto e o gesso também devem ser retirados, segundo a promotora, devido ao risco de contaminação que oferecem aos vizinhos do templo.

Acidente

O acidente aconteceu por volta das 19h, num horário de transição entre dois cultos. De acordo com a Promotoria, em 1998, o prédio foi interditado pois o teto e o forro já apresentavam problemas e ofereciam riscos aos frequentadores.

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