Colunista do G1 responde às dúvidas de leitores. Comentários estão abertos para questões dos usuários.

Nesta quarta-feira de respostas a dúvidas de leitores, os assuntos serão: a capacidade de remoção de spywares de antivírus e anti-spywares; a segurança de dispositivos USB (pendrives) e o que fazer quando uma praga digital impede o antivírus de funcionar.

Vamos às respostas!

>>>>Anti-spywares são melhores para remover spywares?

Você mencionou na coluna que os anti-spywares estão obsoletos, pois a maioria dos antivírus já inclui proteção contra spywares. Entretanto, não seria melhor utilizar os softwares especializados em spywares, dado que estão há anos fazendo esse trabalho? Muito mais do que os fabricantes tradicionais de antivírus?
Juliano Valério

No instante em que as empresas antivírus perceberam que os usuários queriam que suas ferramentas de segurança removessem esses programas, elas começaram a adicioná-los em suas bases de dados. Nesse momento, a remoção dos spywares começou a ser feita da mesma maneira que vírus – tarefa que os antivírus fazem há muito tempo.

O antivírus é um programa especializado em detectar e remover arquivos considerados “indesejados'. O anti-spyware tem exatamente a mesma tarefa. A diferença entre um antivírus e um anti-spyware não se deu na função, mas na política.

Os spywares e adwares, no início, eram programas comerciais, feitos por empresas legalmente estabelecidas. Diversos desenvolvedores de anti-spywares foram processados pelos criadores de spywares – coisa que nunca se viu acontecer com pragas digitais tradicionais. As empresas antivírus tinham medo (e com razão), mas a demanda do mercado compensou o risco de processos.

Superado esse obstáculo político-jurídico, não existe motivo técnico para um antivírus ser inferior na remoção de spywares e adwares. De fato, os antivírus têm tecnologias de reconhecimento e remoção de arquivos superiores às utilizadas por anti-spywares.

>>>>Vírus de Pendrive

Que danos um vírus de Pendrive pode causar ao computador? Que medidas devo tomar para evitar?
Josafá Silva

Por definição, um vírus (ou “worm”) de pendrive irá tentar infectar qualquer dispositivo USB inserido no computador. Fora isso, depende da criatividade ou necessidade do autor.

Se for uma praga criminosa, por exemplo, ela pode roubar senhas, baixar componentes adicionais da internet ou mesmo dar o controle do seu computador para um indivíduo malicioso. Enfim, dependerá de cada praga, porque o meio de infecção não precisa estar relacionado com suas funções.

A questão de prevenção tem dois campos. Um deles é o seu computador – como impedir que seu sistema torne-se vítima de pendrives infectados. Isso é fácil de ser feito: basta seguir as dicas do Fernando Panissi, publicadas na coluna Tira-Dúvidas do G1, e desativar o AutoRun.

O outro campo é o seu pendrive: como protegê-lo de infecção quando ele for espetado em um sistema comprometido. Isso é mais difícil, porque, diferentemente dos disquetes, pouquíssimos pendrives incluem um botão ou opção mecânica (no hardware) para ativar a proteção de escrita. Quando essa opção existe, basta ativá-la antes de conectar o dispositivo – o vírus não conseguirá modificar o pendrive para infectá-lo.

Existem algumas soluções de software, mas elas são incômodas porque é preciso de um computador com o programa instalado para desativá-la. Além disso, uma evolução nos vírus poderia, teoricamente, torná-los capaz de burlar esse tipo de proteção, dependendo de como ela for implementada.

A dica é procurar um dos poucos pendrives que têm a opção de proteção de escrita (write protection). Se a demanda por dispositivos contendo esse mecanismo aumentar, talvez os fabricantes a incluam com mais freqüência. Em todo caso, pode-se usar a proteção por software (se estiver disponível), já que ela ainda não é burlada por nenhum código malicioso.

>>>>Antivírus impedido de funcionar

Olá, eu gostaria que me indicasse um bom antivírus e um bom anti-spyware gratuitos. Agora que o AVG não é mais grátis, qual a melhor opção? O que fazer quando um vírus impede que você abra o anti-vírus? Somente a formatação é a solução?
Lucas Augusto Machado

Lucas, vamos por partes. Não é possível indicar apenas um programa, porque, como já foi explicado em colunas anteriores, se todo mundo usar o mesmo software, os criadores de vírus vão ter seu trabalhado facilitado para burlar as defesas de todos. Na minha primeira coluna aqui no G1, há uma lista com vários softwares e dicas para você escolher o mais adequado para o seu sistema.

Quanto ao AVG, essa informação de que ele não é mais gratuito não procede. Embora seja um pouco difícil de achar no site oficial, o programa ainda está disponível para download emfree.avg.com. Ele também é facilmente encontrado em sites de downloads, como o Baixatudo.

Sobre o que fazer quando um antivírus é impedido de funcionar, o melhor é tentar usar o Modo de Segurança. Para acessá-lo é preciso pressionar repetidamente a tecla F8 (em alguns casos, F5) logo que o computador ligar. No menu que aparece, basta selecionar Modo Seguro. Neste modo, a maioria dos vírus não roda e o antivírus é capaz de funcionar.

Se isso não for suficiente, será necessário assistência técnica especializada. É nessa hora que você avalia se o dinheiro gasto com sua licença antivírus valeu a pena: contacte o suporte. Quem utiliza softwares gratuitos precisará contratar um técnico ou buscar ajuda na internet. Se tudo falhar, realmente, a “solução” é a formatação.

Por hoje é só. A coluna volta na sexta-feira (12) com o resumo de notícias da semana, enquanto na segunda-feira (15) o tema será a segurança nas compras pela internet. Até lá, deixem mais perguntas aí nos comentários para serem respondidas na próxima quarta-feira (17).

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.

Fonte: G1

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