Associação de jornais critica agressões de fiéis da Renascer a jornalistas

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) condenou, em nota, as hostilidades sofridas por jornalistas em ruas próximas ao local do desabamento do teto do prédio da sede internacional da Renascer, no Cambuci (centro de São Paulo), no domingo (18).

Alguns profissionais foram agredidos e receberam ameaças. A polícia e os bombeiros tiveram de interceder para acalmar os ânimos. Um dos fiéis tentou retirar à força a câmera do fotógrafo Guilherme Lara Campos, do jornal "Agora", mas acabou impedido pela polícia.

Em frente ao prédio da igreja, na avenida Lins de Vasconcelos, onde o telhado desabou, um grupo com cerca de 30 evangélicos organizava cordões humanos e avançava sobre os jornalistas, afastando-os do local.

"É inadmissível que jornalistas no exercício de sua atividade de informar a opinião pública sejam alvo da violência e das arbitrariedades de pessoas que se arvoram agentes de segurança, estabelecendo um cordão de isolamento em torno da área do acidente", informa trecho da nota da entidade.

A entidade diz ainda sempre ter defendido a liberdade de crença e de culto. Entretanto, entende que "em hipótese alguma a liberdade de expressão e o exercício da atividades jornalística podem ser cerceadas por qualquer razão, pois isso representa violação dos direitos fundamentais".

A associação informa ainda que os autores das agressões sejam identificados e punidos.

Outro lado

Na noite da tragédia, ao saber das agressões, o bispo primaz e presidente da igreja, Geraldo Tenuta Filho, se desculpou com os jornalistas, afirmou não saber quem são os autores das agressões e pediu compreensão aos profissionais, pois o acidente havia deixado os fiéis nervosos.

Em resposta enviada hoje, a Renascer informou que estranha muito a nota da ANJ e informa que o bispo Gê já havia pedido desculpas a todos. Lembrou que durante a entrevista o bispo lembrou que a igreja rejeita a violência.

"É como se os fiéis da Renascer fossem todos da mesma família. Neste momento de preocupação, de busca de parentes e amigos, de prestação de socorro, os ânimos ficam exacerbados. É comum, em situações assim, que ocorram incidentes", informa a resposta enviada por e-mail pela assessoria.

A nota informou que os agentes de segurança --sem deixar claro se todos os fiéis que integravam o cordão de isolamento eram da área de segurança-- realizavam o isolamento da área para facilitar o trabalho de salvamento.

"Há anos, quando um grande jornal sofreu um atentado a bomba, imediatamente colocou seguranças na porta, e um dos proprietários do jornal acabou sendo barrado e empurrado. O jornal fez o que é corriqueiro e correto nesses casos: isolou a área. E só os jornalistas da casa puderam entrar", informa o texto.

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