Os personagens do Caso Bruno

A polícia afirma que, para levar à frente o plano de eliminar a ex-amante, Eliza Samudio, o goleiro Bruno recorreu a dois primos, à ex-mulher e a uma série de amigos. O grupo, que constumava se reunir em confraternizações no sítio do jogagor, em Esmeraldas, confiava na impunidade e não hesitou em, nos primeiros dias de investigação, dar informações desencontradas com a finalidade de prejudicar o trabalho da polícia e proteger o jogador.

Não deu certo. A turma andava de carona nas extravagâncias do jogador agora se vê enredada em uma lista de delitos que inclui cárcere privado, ocultação de cadáver, lesão corporal, corrupção de menor, sequestro e formação de quadrilha.

Versões - A história contada à polícia depois das denúncias que trouxeram à tona o desaparecimento de Eliza Samudio era de que a jovem, para resolver problemas pessoais, deixou o filho, Bruninho, com dois amigos do jogador em um ponto da BR-040. Flavinho e Coxinha sustentaram esta versão para a polícia, assim como Dayanne, ex-mulher do jogador com quem ele ainda é casado oficialmente.

Desde o início, soava estranho para o delegado que comanda o caso, Edson Moreira, a possibilidade de abandono da criança. Afinal, Bruninho era a razão da disputa judicial travada entre Eliza e Bruno, pelo reconhecimento da paternidade do garoto.

O que a polícia de Minas Gerais afirma ter descoberto é algo bem diferente da simplificada hipótese de abandono do menino Bruninho pela ex-amante do goleiro. Atraída por uma proposta de acordo, que incluía teste de DNA, aluguel de um apartamento para ela e o filho, plano de saúde e pensão, Eliza foi de São Paulo para o Rio de Janeiro, com objetivo de negociar diretamente com o ex-amante. na cidade, foi sequestrada, agredida e levada para Minas Gerais. No município de Esmeraldas, foi mantida em cativeiro até ser levada para uma execução macabra em Vespasiano, na casa de um ex-policial civil adestrador de cães.

Quem é quem

Bruno, o craque e líder do grupo

AE

O goleiro Bruno

Bruno Fernandes é o principal suspeito da morte de Eliza Samudio para a polícia mineira. O goleiro afastado do Flamengo teve um caso com Eliza Samudio no ano passado e teria tido um filho com a jovem, o menino Bruninho. Eliza tentava obter na Justiça o reconhecimento de paternidade e pensão alimentícia do jogador, que ganhava cerca de 200 000 reais no clube. É réu por sequestro, junto com Macarrão, em ação originada pela denúncia de Eliza em outubro do ano passado.

Bola, o ex-policial

Marcos Aparecido dos Santos, o  Bola

Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, é apontado pela polícia mineira como o executor de Eliza. O Delegado Edson Moreira afirma que ele recebeu Eliza de Bruno, Macarrão e do primo adolescente do jogador, amarrou e estrangulou a jovem com uma gravata. Moreira, com base no depoimento de Sérgio Rosa Sales, afirma que Marcos, ao encontrar Eliza, cheirou as mãos da jovem e disse "você vai morrer".

Macarrão, o braço direito

AE

Luiz Henrique Ferreira Romão, o  Macarrão

Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, é amigo e funcionário de Bruno. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, participou do transporte de Eliza do sítio do jogador até a casa em Vespasiano, onde ela foi assassinada. Além de acusado de participar do assassinato da jovem em Minas, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio pelo sequestro da jovem, em outubro do ano passado.

Dayanne, a esposa

FolhaPress

Dayanne Soyza, mulher de  Bruno

Oficialmente casada com o goleiro, Dayanne, que não mora mais com Bruno, foi a primeira a ser presa na quarta-feira, 7 de julho. Ela já havia sido presa também no dia 25, por "subtração de incapaz", quando foi responsabilizada por esconder o menino Bruninho, filho de Eliza.Ela teria deixado o bebê com uma mulher em Ribeirão das Neves quando foi avisada, por amigos do jogador, que a polícia iria ao sítio. Para a polícia, Dayanne mentiu.

Cleiton, o motorista

Cleiton da  Silva Gonçalves

Amigo do jogador, Cleiton da Silva Gonçalves dirigia a Land Rover do atleta no dia 8, quando o veículo foi apreendido numa blitz em Contagem. No carro foram encontrados vestígios do sangue que a polícia compara com o DNA de Eliza. Também foi intimado a entregar um carro registrado em seu nome - uma Chevrolet Blazer - para ser periciada pela polícia mineira. Cleiton da Silva Gonçalves dirigia a Land Rover do atleta no dia 8, quando o veículo foi apreendido numa blitz em Contagem.

Sérgio, o primo

Reprodução de TV

Sérgio Rosa Sales,  primo do jogador

Primo do jogador, Sérgio Rosa Sales, de 22 anos, fez revelações importantes à polícia. Ele contou, em depoimento, detalhes do dia 9 de junho, quando Eliza teria sido levada por Macarrão e outro primo de Bruno, de 17 anos, para ser morta em Vespasiano, na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos.

Elenílson, o administrador

FolhaPress

Elenílson Vitor da Silva,  administrador do sítio


Elenílson Vitor da Silva é o administrador do sítio de Bruno em Esmeraldas. Cuida das contas e da manutenção do sítio do goleiro. Foi o autor do relato mais importante para confirmar a presença de Eliza e Bruninho no sítio do jogador entre os dias 8 e 9 de junho. Em seu primeiro depoimento, negou ter visto Eliza. Mas, em um segundo interrogatório, disse que a jovem e o bebê estiveram no sítio e permaneciam isolados em um quarto da casa. Elenílson chegou a afirmar que era ele o responsável por levar comida para a jovem.

Flávio, amigo

Flavinho é amigo de Macarrão e de Bruno. Ele é suspeito de ter ajudado a esconder o filho de Eliza. Contou à polícia que Eliza entrgou a criança na BR-040 para que resolver problemas pessoais. Foi preso no início da noite de sexta-feira.


Wemerson, amigo

Também conhecido como Coxinha, Wemerson esteve no sítio durante entre os dias 6 e 9. Supostamente, estava com Flavinho quando este recebeu o menino Bruninho de Eliza.

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