domingo, 3 de maio de 2009

Vitória empata em 2 a 2 diante do Bahia e conquista o tricampeonato

Debaixo de muita chuva, o Vitória conquistou o título de campeão baiano de 2009 após empatar em 2 a 2 com o rival Bahia, neste domingo (03/05), no estádio Manoel Barradas. O rubro-negro possuía a vantagem de derrota por até um gol de diferença. Após adentrar os vestiários com o resultado parcial de 2 a 0, favorável ao adversário (gols de Reinaldo Alagoano e Ávine), o Leão da Barra esboçou reação na volta do intervalo, e empatou graças a Neto Baiano e Ramon Menezes.

Base tricolor
A primeira bola parada da partida resultou em cartão amarelo para o tricolor Paulo Roberto, por falta dura em cima de Luciano Almeida. Pouco depois, foi a vez de outro jovem revelado pelas divisões de base do Bahia vacilar, de forma mais grave: o lateral-esquerdo Ávine, encarregado de marcar o rubro-negro Apodi. Em uma tentativa de passe no setor de defesa, a bola saiu sem destino e terminou nos pés do veloz adversário, com chances claras de marcar o gol. Apodi driblou o goleiro Marcelo, mas sua conclusão esbarrou na trave esquerda.

Paulo Roberto, no entanto, recuperou-se e fez por merecer sua escalação, ao receber a bola na grande área e colocá-la na frente do goleiro Viáfara, para o domínio de Reinaldo Alagoano. A finalização foi uma bola alta, sem chances para o colombiano, aos nove minutos. Bahia 1 x 0.

Após o gol, os ânimos dos atletas se exaltaram e resultaram em agressões de ambos os lados. Leandro, do Bahia, resolveu colocar o dedo no rosto do capitão rival, Ramon Menezes, e deu início a uma confusão generalizada. O árbitro Leandro Vuaden, conhecido por deixar o jogo correr, aplicou um cartão para cada lado e dispersou a aglomeração.

Entretanto, mais pancadas continuaram acontecendo no primeiro tempo. Uma delas teve como vítima o meia Jackson, do Leão, que foi atendido fora de campo com dores na perna. A cada paralisação no jogo, muita afobação entre os jogadores. A raça era a regra geral no Barradão.

O segundo gol do Bahia nasceu de uma tabela dentro da área, aos 45 minutos da etapa inicial. Paulo Roberto, mais uma vez, avistou Reinaldo Alagoano e tratou de passar a bola para o artilheiro tricolor. Desta vez, o camisa 9 fez um corta-luz e deixou para Rogério. A devolução veio em seguida, com rumo entre as pernas do zagueiro Wallace, direto para os pés de Ávine. O lateral chutou no canto e comemorou seu único e importante gol na competição. Bahia 2 x 0.

Realibitação do Leão
O segundo tempo foi marcado por faltas e passes errados. Uma das primeiras chances perigosas do Vitória veio na cobrança de falta de Ramon Menezes, por cima da meta defendida por Marcelo.

A reação rubro-negra se concretizou em cruzamento de Apodi. O zagueiro Evaldo não alcançou a bola que vinha pelo alto - falha suficiente para Neto Baiano dominar, chutar forte e se isolar na artilharia nacional, com 21 gols. Bahia 2 x 1.

O desespero do Bahia aumentou após a expulsão do atacante Cadu. Com poucos minutos de jogo, o reserva atingiu violentamente a perna de Wellington e recebeu cartão vermelho. Com atletas cansados e chuva intensa, o desenrolar da partida garantia o título para o Leão.

A consolidação do tricampeonato veio aos 44 minutos do ato final. O volante Bida recebeu na área tricolor, com Neto Baiano à sua esquerda. Para tentar evitar o gol, o arqueiro Marcelo avançou e cometeu o pênalti. Ramon Menezes cobrou, garantiu o empate em 2 a 2 e o segundo tricampeonato do Vitória na década.

O final de jogo foi marcado por uma pancadaria entre jogadores e comissões técnicas. Policiais tiveram de interverir na situação, com o uso de spray de pimenta e outros instrumentos de repressão à violência.

Fonte: Record

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