sábado, 9 de maio de 2009

Mãe de jovem que contraiu gripe suína no Brasil é internada no Rio; não há confirmação de novos casos no país, diz ministério

O Ministério da Saúde divulgou, às 18h deste sábado (dia 9), que não houve confirmação laboratorial de novos casos de influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, no país. Assim, o número de casos confirmados da doença no Brasil segue o mesmo: seis pessoas infectadas, sendo duas no Rio de Janeiro, duas em São Paulo, uma em Minas Gerais e uma em Santa Catarina (a única criança brasileira atingida).

"Doença pode parecer pior do que é"

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A Secretaria Estadual do Rio de Janeiro notificou, nesta tarde, um novo caso suspeito infecção pelo vírus de um mesmo grupo de contato: trata-se da mãe do jovem de 29 anos contaminado pela gripe suína no Brasil. Ela foi internada na manhã deste sábado no Hospital do Fundão, no Rio, após apresentar alguns sintomas da doença (febre e tosse).

A mulher realizou exames que irão comprovar num período de 48 horas a existência da doença e foi encaminhada para um setor de isolamento do hospital. Ela teve contato com o filho, que foi contaminado após ter tido contato com um amigo de 21 anos que ficou oito dias em Cancún, no México.

O Ministério da Saúde informou hoje (9) que o número de casos monitorados diante da possibilidade de gripe suína subiu de 18 para 25 e já não atingem sete, mas oito Estados - a maioria em São Paulo (11).

O Ministério da Saúde ainda acompanha 30 casos suspeitos de Influenza A (H1N1) no país. As amostras com secreções respiratórias desses pacientes estão em análise laboratorial. Os casos suspeitos estão nos Estados de São Paulo (12), Rio de Janeiro (1), Minas Gerais (4), Paraná (4), Distrito Federal (2), Goiás (2), Santa Catarina (1), Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (1), Ceará (1) e Rondônia (1).

No mundo

O vírus H1N1 já infectou 3.440 pessoas em 29 países, disse neste sábado a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados divulgados pela agência da ONU tendem a ter atrasos em relação aos relatórios nacionais, mas é considerada mais segura. A relação da OMS, porém, ainda não inclui a Noruega, que neste sábado anunciou seus primeiros dois casos de gripe suína.

O vírus de gripe H1N1 causou neste sábado a primeira morte na América Central, um homem de 53 anos da Costa Rica. Agora são quatro os países com mortes provocadas pela doença.

Embora a maior parte não pareça se tratar de casos severos, a doença causou a morte de 48 pessoas no México, duas nos Estados Unidos e uma no Canadá, além do novo caso confirmado na Costa Rica. No total, são 29 países com casos registrados do H1N1, incluindo o Brasil.

A vítima costarriquenha, cuja infecção pelo vírus H1N1 foi confirmada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), também sofria de diabetes e asma, disse à Reuters uma porta-voz do ministério da Saúde costarriquenho.

Segundo especialistas, o novo vírus agora chegou ao hemisfério sul, onde a temporada de gripe está apenas começando, e pode se misturar com vírus da gripe que circulam normalmente, criando novas linhagens.

"Um dos grandes desafios do vírus da influenza é a maneira como ele muda, a maneira com que se mistura e a sua existência em um grande número de espécies", afirmou neste sábado a médica Anne Schuchat, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

"Por isso é tão importante que os países tenham uma forte capacidade para lidar com este tipo de vírus e também é muito importante entender o que acontece nesta interface entre seres humanos e animais", acrescentou.

Nos Estados Unidos, mais de 2.000 casos já foram confirmados, mas autoridades de saúde afirmaram que o número real de casos deve ser bem maior.

O CDC relatou 2.254 casos confirmados do novo vírus, com 104 pessoas hospitalizadas. O número de casos anteriores era de 1.639. "Hoje há quase 3.000 prováveis casos aqui nos Estados Unidos", disse Anne Schuchat.

"A boa notícia é que não estamos vendo um aumento acima do limiar da epidemia."

A Noruega reportou neste sábado seus dois primeiros casos da doença, de acordo com a emissora NRK. Na noite de sexta-feira, o Japão confirmara quatro casos e globalmente oficiais reportaram mais de 4.200 pessoas doentes em 29 países.

Os números oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de 3.440 casos confirmados em 29 país.

"Nós achamos que o vírus está mais concentrado nos Estados Unidos", afirmou Schuchat.

Especialistas em saúde não criticaram abertamente o esforço de alguns países em adotar medidas para deter a entrada do vírus - notadamente China e Hong Kong.

A China colocou em quarentena sete pessoas que foram expostas ao contato com três passageiros japoneses diagnosticados com o vírus H1N1, afirmou a agência de notícias Xinhua, citando fontes governamentais.

Fonte: Folha Online

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