terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Federação Paulista esclarece oficialmente ocorrido entre Timão e Lusa

Após os problemas ocorridos com as fortes chuvas no último sábado, a Federação Paulista de Futebol se pronunciou oficialmente sobre o que ocorreu no Pacaembu, quando a partida entre Corinthians e Portuguesa, comandada por Flávio Rodrigues Guerra, ficou suspensa por mais de uma hora e meia e mesmo assim foi reiniciada.

Segundo publicado no site oficial da Federação, em nenhum momento foi anunciado o 'adiamento' do jogo e sim a 'suspensão' da mesma. A instituição ainda esclareceu que no mínimo em 30 minutos é que deveria ser tomada a decisão se a partida iria ser mudada para o dia seguinte ou não.

A FPF falou também que é comum, em situações inusitadas, que o árbitro do jogo consulte membros do escalão superior da comissão de arbitragem (como no caso o Coronel Marinho) para esclarecer dúvidas sobre a continuação do jogo.

A Federação Paulista ainda se eximiu do erro no sistema de som. A instituição declarou que em momento algum autorizou qualquer pessoa a declarar para o público presente que o jogo estava encerrado.

Leia na íntegra a nota oficial da FPF:

Sobre os acontecimentos na partida entre Corinthians e Portuguesa, sábado, no estádio do Pacaembu, válida pela 6ª rodada do Campeonato Paulista de Futebol, a Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol esclarece:

- Aos 4 minutos do segundo tempo, o árbitro Flávio Guerra deu a partida como suspensa, devido às condições climáticas adversas e ao estado do gramado naquele momento.

- O árbitro Flávio Guerra em nenhum momento disse que a partida estava encerrada. Tanto que os jogadores aguardaram, por alguns minutos no banco de reservas a retomada da partida.

- A decisão do árbitro continuou prevalecendo diante do aumento das chuvas, com trovões e raios, que culminaram na queda de energia de duas torres de iluminação do estádio, que poderia, inclusive, colocar em risco a integridade física dos jogadores. Nesse momento houve a retirada de todos os envolvidos na partida do campo de jogo.

- Seguindo a determinação que consta no Regulamento Geral das Competições, somente após o prazo mínimo de 30 minutos é que se poderia, desde que não sanada a causa da paralisação, determinar a continuidade da partida às 15 horas do dia seguinte.

- A Polícia Militar do Estado de São Paulo informou, prontamente, à Federação Paulista de Futebol a impossibilidade do cumprimento da disposição regulamentar em virtude da realização da partida entre Palmeiras e Santos.

- Decorrido o prazo regulamentar, o árbitro voltou ao campo de jogo e percebeu que houve sensível melhora do estado do gramado e, consequentemente, que havia boas condições de dar continuidade à partida.

- A FPF em nenhum momento informou ou autorizou qualquer pessoa a anunciar ao serviço de som do estádio do Pacaembu que a partida estava encerrada, não sendo responsável por tal ato.

- Com relação ao contato do árbitro com a Comissão de Arbitragem da FPF é de praxe que em situações como a ocorrida na partida, o árbitro entre em contato com a Comissão, ressaltando, no entanto, que a decisão final e soberana é do árbitro da partida, seguindo o que de determina a lei do jogo.

Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol

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