Rio-2016 fecha custos de candidatura em R$ 85 milhões

O Comitê de Candidatura do Rio 2016 (CO Rio) confirmou, nesta quarta-feira, o total de gastos da proposta carioca para se tornar sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O número apresentado foi de R$ 85,6 milhões e veio dos três níveis de governo (federal, estadual e municipal), além de patrocinadores privados.

A prestação de contas foi encabeçada pelo presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman, que criticou a visualização de alguns dados na apresentação dos valores de contas: "O nosso trabalho de organização, ao contrário da elaboração desses slides, foi excelente", disse.

Segundo ele, os gastos foram divididos em duas fases. Na primeira, R$ 8,6 milhões foram investidos quando o Rio tentava passar, pela primeira vez, para a etapa final da escolha do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Nesta fase, o governo federal repassou R$ 3,4 milhões, enquanto o estadual contribuiu com cerca de R$ 3,2 milhões. Os patrocinadores privados apareceram com os mesmos R$ 3,2 milhões. Porém, entre impostos e valores devolvidos, o valor total foi em torno de R$ 8 milhões.

Este montante seria aumentado consideravelmente na fase posterior, quando da disputa contra Chicago, Madri e Tóquio pela sede. Neste momento, o comitê gastou, entre projetos, consultoria, viagens e ações para divulgação do Rio 2016, mais R$ 77 milhões.

Dos R$ 85 milhões, 56% foram usados na elaboração do projeto técnico, incluindo a elaboração do questionário de cidade postulante (entregue ainda na primeira fase da disputa olímpica) e do dossiê de candidatura (documento que virou a base do plano aprovado para as Olimpíadas), além de consultorias nacionais e internacionais e produção de vídeos. O custo de cada um desses itens, porém, não foi detalhado.

Em marketing (chamado de Campanha Internacional na prestação de contas), foram gastos R$ 8,1 milhões, além de R$ 3,6 milhões (4%) em passagens aéreas e R$ 1,4 milhão (2%) em hospedagens. Além disso, foram destinados mais R$ 8,7 milhões (10%) na visita da comissão de avaliação do COI ao Rio.

Os outros 44% foram gastos em despesas administrativas e operacionais e despesas diversas. O restante foi usado na tentativa de convencer o COI e seus membros a votarem na cidade brasileira.

PARA NUZMAN, 'APAGÃO' NÃO IRÁ ABALAR A IMAGEM DO RIO NOS JOGOS DE 2016


Assunto amplamente divulgado pela imprensa internacional, o 'apagão' ocorrido nos estados brasileiros na noite de terça-feira, parece não tirar o sono de Nuzman.

Segundo ele, o ocorrido foi uma fatalidade que pode acontecer a qualquer cidade do mundo. Ele lembrou que, em função da vitória, o Rio será extremamente observado daqui para frente.

"Fato como esse do apagão, sempre que ocorrer, vai repercutir no mundo todo. Mas algo parecido já aconteceu em outros países que receberam os jogos. O importante é que o nosso governo agiu rápido e resolveu o problema", encerrou.

"Estaremos mastigando tudo para que não se tenha qualquer tipo de dúvida do que foi investido em todo o projeto que mobilizou o trabalho de uma série de profissionais", disse Nuzman. "Esse valor apresentado foi muito menos do que foi dito por ai, mas preferimos nos resguardar e mostrar os valores repassados posteriormente."

Segundo o UOL Esporte apurou, a candidatura tinha orçamento de até R$ 130 milhões, envolvendo, porém, gastos que não passaram pelo Comitê Organizador. O número apresentado nessa quarta diz respeito apenas ao que foi gasto pelo CO Rio.

Fonte: UOL

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