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Itália perde seu aspirante a Obama

"Si può fare" (pode-se fazer), proclamava Walter Veltroni, líder da centro-esquerda italiana durante sua eufórica campanha das eleições gerais de abril do ano passado, agarrando-se com fervoroso entusiasmo ao "Yes, we can" de Barack Obama. Esforço vão: a centro-direita de Silvio Berlusconi venceu as eleições por goleada.

Dez meses depois, e após colecionar todo tipo de reveses e tristezas, Veltroni constatou que, infelizmente, "non si può fare". Depois da derrota da centro-esquerda nas eleições regionais da Sardenha, realizadas no domingo e segunda-feira passados, Walter Veltroni se demitiu do secretariado nacional do Partido Democrata (PD) diante da pesarosa cúpula do partido, reunida em Roma para analisar o fracasso sardo. Faltam quatro meses para as eleições europeias, e o súbito vazio de liderança deixa a centro-esquerda abatida, desiludida e inconsolável.

"Se para muitos sou um problema, estou disposto a sair pelo bem do partido", alertou Veltroni aos seus, segundo diversas agências de notícias italianas. Tentaram dissuadi-lo, pediu uma pausa para reflexão que durou várias horas, e finalmente disse não. "Muitas vezes encontrei paus nas rodas", dizem que afirmou. "Assumo minhas responsabilidades mas também as dos outros. Chega de causar danos a nós mesmos, demito-me para salvar um projeto no qual sempre acreditei."

O ex-prefeito de Roma, de 53 anos, comparecerá a uma entrevista coletiva para explicar as razões de sua saída, que na realidade saltam à vista: durante 16 meses conduziu um partido sempre dividido, no qual sua liderança era questionada com maior ou menor dissimulação por uns e outros, especialmente por um dirigente de peso como Massimo D'Alema.

Depois, está claro, se desgastou o rosário de derrotas que nem sequer podia imaginar quando, em outubro de 2007, foi eleito secretário do Partido Democrata em primárias com 76% dos votos. Transformava-se assim no primeiro secretário do PD, formação nascida nesse mesmo outono da fusão dos Democratas de Esquerda (ex-comunistas) com La Margarita (moderados).

Parecia uma grande coisa, mas desde a queda do governo de centro-esquerda de Romano Prodi, em janeiro de 2008, o Partido Democrata não parou de acumular tristezas. Perdeu as eleições gerais de abril desse ano, assim como as regionais na Sicília e em Friuli-Venecia Julia (realizadas nessa mesma data); nesse mês a centro-direita lhe arrebatou a prefeitura de Roma; em dezembro passado perdeu as regionais dos Abruzzi; e agora perdeu as da Sardenha. Circula na Itália um memorando cruel, referindo-se a toda a oposição, e não só ao PD: a única vitória das esquerdas que se recorda ocorreu em novembro passado, quando a ex-deputada comunista transexual Vladimir Luxuria ganhou o concurso televisivo "A Ilha dos Famosos".

A magnitude do desastre na Sardenha foi o golpe fatal para Veltroni. O candidato de centro-esquerda, Renato Soru, obteve 42,8% dos votos contra 51,9% do candidato de centro-direita, Ugo Cappellacci, apadrinhado por Berlusconi até tais extremos que Il Cavaliere quase não o deixava falar nos comícios. O primeiro-ministro - que tem casa na Sardenha e que organizará na base militar sarda de La Maddalena o G-8 em julho próximo - protagonizou a campanha eleitoral com Cappellacci, 48 anos, quase como um auxiliar de palco. "Um verdadeiro gladiador da política italiana", disse sobre Berlusconi a ministra da Educação, Mariastella Gelmini.

O empresário sardo Renato Soru, de 51 anos, foi o presidente regional anterior, cargo do qual se demitiu em 25 de novembro por não conseguir a aprovação integral de sua ambiciosa lei urbanística. A trajetória política de Soru - criador do provedor de Internet Tiscali e proprietário do jornal esquerdista "L'Unitá" - apresentava ontem algum paralelismo. Sua demissão levou a centro-esquerda a perder a Sardenha, assim como a demissão de Veltroni da prefeitura de Roma levou o PD a perder a capital. Agora também perdeu Veltroni.

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