Câmara cumprimenta Prefeitura de Curitiba por novos superônibus

A Câmara de Vereadores de Curitiba cumprimentou a prefeitura nesta terça-feira pelos novos ônibus biarticulado "gigantes" apresentados na última semana.

O superônibus --o maior do mundo em comprimento, segundo a prefeitura-- pretende aumentar a sobrevida do sistema de transporte local, referência internacional que vem enfrentando alta demanda nos últimos anos e já opera no limite da capacidade nas principais linhas.

Os novos biarticulados, em cor azul e três metros mais compridos do que os tradicionais, serão implantados a princípio em duas linhas, mas devem se estender a todos os seis eixos de transporte no futuro.



Em alguns deles, os veículos rodarão no esquema "ligeirão", sem paradas em estações intermediárias e com corredores exclusivos que permitem a ultrapassagem entre diferentes linhas.

"Quando do lançamento dos primeiros ligeirões, a comunidade nos procurou para que intercedêssemos junto à prefeitura para que a tradicional cor vermelha fosse alterada para melhorar a identificação por parte dos usuários. Atendendo a reivindicação, fizemos requerimento e encaminhamos ao prefeito, que agora nos dá a resposta nos apresentando estes belíssimos ônibus na cor azul", disse o vereador Francisco Garcez (PSDB).

MAIS COM MENOS

A ideia do superônibus é aumentar a velocidade do ônibus, permitindo transportar mais passageiros com o mesmo número de veículos.

"Se não der velocidade ao sistema, daqui a pouco você comboia tudo [os ônibus se enfileiram nos corredores] e não resolve", afirma Marcos Isfer, presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba), órgão responsável por gerir os ônibus da cidade.

Os superônibus também serão sincronizados com os semáforos, que permanecerão acesos para permitir a passagem dos veículos.

Para o urbanista Carlos Hardt, professor do doutorado em Gestão Urbana da PUC-PR, o megabiarticulado "aumenta a vida útil" do sistema de transporte público de Curitiba, totalmente baseado em ônibus, mas não serve para o médio prazo.

"Vamos precisar de novos meios de transporte", afirma. Por outro lado, ele elogia o custo-benefício da solução, já que o metrô exigiria investimentos bem maiores e não seria factível a curto prazo.

Já Valter Fanini, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, acredita que o novo ônibus não conseguirá atender à demanda.

Para ele, seria necessário implantar o metrô (que já tem estudos concluídos) e elevar a capacidade das estações, que são muito pequenas e, em sua maioria, têm só uma porta de embarque.

Fonte: Folha



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