Barrichello segue na lista de grandes pilotos que nunca foram campeões


Novo Campeão do Formula One.

Rubens Barrichello ficou, mais uma vez, no quase na Fórmula 1. Nesta temporada, ele perdeu uma das melhores chances que teve de ser campeão, superado pelo companheiro de equipe Jenson Button.

Rubinho, porém, tem companheiros ilustres na lista de pilotos que ficaram sempre no quase. Lendas da F-1, como o inglês Stirling Moss, o sueco Ronnie Peterson e o canadense Gilles Villeneuve nunca foram campeões da principal categoria do automobilismo.

Além de ser o recordista absoluto em número de Grandes Prêmios disputados (283), Barrichello tem dois vice-campeonatos (2002 e 2004) e um terceiro lugar (2001) em seu currículo. Se não for vice-campeão em 2009, deve garantir pelo menos mais uma terceira colocação.

Na última corrida de 2009, em Abu Dhabi, Barrichello não poderá chegar a outra marca na carreira: ultrapassar o número de pontos de Ayrton Senna na categoria. Quarto colocado no ranking dos pilotos com mais pontos na história da Fórmula 1, Rubinho soma 602, contra 614 de Senna, terceiro da lista. Michael Schumacher lidera com 1369, e Alain Prost é o segundo, com 798,5.

Barrichello também é o quarto piloto que mais subiu ao pódio da principal categoria do automobilismo mundial: 68 vezes. Schumacher é o primeiro (154), Prost é o segundo (106) e Senna é o terceiro (80). Após 17 temporadas, os números mostram que Rubinho já pode ser comparado aos grandes pilotos que não chegaram a ser campeões mundiais na Fórmula 1.

Assim como Barrichello, que teve Schumacher como maior adversário, o inglês Stirling Moss também enfrentou um multicampeão: o argentino Juan Manuel Fangio, detentor de cinco títulos (1951, 54, 55, 56 e 57). Considerado um dos maiores pilotos de todos os tempos, Moss foi vice-campeão por quatro vezes consecutivas, de 1955 a 1958. De 59 a 61, o inglês foi três vezes terceiro colocado. Faltou apenas o título para sua consagração.

Outro excepcional piloto que nunca sentiu o gosto de ser campeão foi o sueco Ronnie Peterson, um dos mais rápidos de sua época. Vice-campeão em 1971 e terceiro colocado em 1973, Peterson foi vitíma de um acidente fatal na largada da antepenúltima corrida de 1978, em Monza, na Itália. O sueco disputava o título daquela temporada com Mario Andretti, e acabou conquistando seu segundo vice-campeonato da carreira postumamente.

Assim como Peterson, o canadense Gilles Villeneuve também era considerado um futuro campeão quando morreu nas pistas, em um acidente durante os treinos para o GP da Bélgica de 1982. Em apenas seis temporadas disputadas, o pai de Jacques Villeneuve conquistou um vice-campeonato (1979) e seis vitórias na Fórmula 1.

Porém, existe um campeão mundial que pode servir de inspiração para Barrichello: o inglês Nigel Mansell. Em 1986, Mansell perdeu o campeonato na última prova, por causa de um pneu estourado. No ano seguinte, um acidente nos treinos para a penúltima etapa o deixou fora da disputa. Nelson Piquet foi o campeão. Em 91, Mansell tinha o melhor carro (Williams), mas foi novamente vice. O título ficou com Ayrton Senna (McLaren).

Só em 1992 o "Leão" se tornaria campeão mundial. Novamente com a Williams, Mansell conquistou nove vitórias em 16 corridas naquela temporada. Como já declarou que pretende continuar na Fórmula 1 em 2010, Rubens Barrichello pode usar o exemplo de Mansell para manter a motivação para, quem sabe, um dia tornar-se campeão do mundo.

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