A vida humana é um mosaico de sensações que desafia qualquer definição simplista, oscilando entre a fragilidade do instante e a busca por algo eterno. Sentir-se vivo é, antes de tudo, experimentar a dualidade de um ser que possui consciência da própria finitude, mas que age com a coragem de quem pretende durar para sempre. É nesse espaço entre o primeiro sopro e o último suspiro que a existência se manifesta como uma constante negociação entre o caos do mundo externo e a ordem que tentamos impor aos nossos próprios sentimentos. A experiência humana é marcada por uma sede insaciável de pertencimento, um desejo profundo de ser visto, compreendido e acolhido. Sentimos a alegria como um relâmpago que ilumina a rotina e a melancolia como uma sombra mansa que nos convida à introspecção e ao autoconhecimento. Há uma beleza trágica em saber que tudo passa, e é justamente essa impermanência que confere valor aos encontros, aos abraços e às palavras ditas no momento certo. S...