O filho primogênito de Clotilde foi arrebatado pela morte logo após o batismo. Clóvis, rei da França, estava ao lado da esposa no sepultamento. A mãe, embora abatida, permanecia resignada. Lia-se nos seus olhos a entrega serena à vontade divina. O pai, porém, tinha o semblante fechado. Terminando a cerimônia fúnebre, disse o sacerdote: “Deus o deu, Deus o tirou. Bendito seja o seu santo nome”. Aqui o esposo de Clotilde explodiu num grito de revolta: “Bendito, não! Antes, maldito seja o nome desse Deus dos cristãos. Ele e seus padres têm culpa na morte do meu filho. Foi levado pelos deuses porque, contra a vontade deles, eu permiti que fosse batizado”. Clotilde tentou acalmar o esposo enfurecido, cuja atitude profanou o templo sagrado. Retirou-se vomitando blasfêmias e tomou o rumo do palácio. Clotilde, mulher cristã, continuou rezando pela conversão do marido, ainda pagão. Vestia-se com simplicidade, praticava obras de caridade e sofria calada os impulsos violentos do espos...