segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sete são indiciados por envolvimento em esquema ilegal de escutas telefônicas

Eles prestaram depoimento na sexta-feira (9) na sede do Deic. Supostos chefes do esquema vão ser ouvidos nesta segunda-feira (12).

Sete pessoas presas em São Paulo na quarta-feira (7) por estarem envolvidas em um esquema ilegal de grampos telefônicos e de quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico foram ouvidas e indiciadas pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) na sexta-feira (9) por formação de bando ou quadrilha e quebra ilegal de sigilos, segundo informações dadas nesta segunda-feira (12) pela Secretaria da Segurança Pública.

Dentre os indiciados, estão detetives particulares e funcionários de empresas de telefonias fixa e móvel e de alguns bancos. Nesta segunda, serão ouvidos pelos investigadores do caso um homem de 52 anos e uma mulher de 47, ambos suspeitos de serem os chefes das duas principais quadrilhas especializadas nesse tipo de crimes.

Dos 14 pedidos de prisão temporária feitos pelo Deic, 10 foram decretados pela Justiça; um está foragido. De acordo com delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic, mais de 100 pessoas em todo o Brasil teriam sido vítimas dos crimes. Ao menos 30 já foram ouvidas. Diversos computadores e aparelhos utilizados nas atividades das duas quadrilhas envolvidas foram apreendidos pela polícia que espera, dentro de pouco tempo, chegar a outros possíveis envolvidos.

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Por meio de classificados de jornais, os detetives particulares anunciavam seus serviços de investigação. Quando procurados pelos clientes, ofereciam grampos, contas detalhadas e cadastros bancários. De acordo com o delegado Fontes, tais detetives pagavam apenas para funcionários de empresas de telefonia e bancos entre R$ 200 e R$ 2 mil pelos serviços.

Cinco policiais civis – um delegado, um escrivão e três investigadores – também estariam envolvidos no esquema, mas o pedido de prisão deles foi recusado pela Justiça. Agora eles estão sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Civil.

Fonte: G1

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