Polícia resgata suposto pedófilo seqüestrado pelo PCC em SP

Um rapaz de 19 anos, acusado de pedofilia, foi resgatado pela Polícia Civil de Catanduva, a 385 km de São Paulo, depois de ser sequestrado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O rapaz W.S. é sobrinho do borracheiro J.B.N.M., 46 anos, que foi preso na quinta-feira, também acusado de pedofilia.

O borracheiro, segundo a polícia, pode ter abusado de até 47 crianças de 5 a 14 anos, aliciadas nas portas das escolas da cidade. O sobrinho dele foi denunciado e preso preventivamente nesta terça-feira, acusado de ter participado de uma sessão de abuso contra uma menina de 9 anos.

O resgate, ocorrido na sexta-feira, só foi divulgado hoje. "Ele escapou porque os policiais passaram perto do cativeiro e os sequestradores ficaram com medo e fuigiram", disse a delegada-interina da Mulher de Catanduva, Rosana Vanni. A intenção dos seqüestradores era matar W., uma vez que o crime de pedofilia, condenado pelas regras do PCC, se paga com a morte.

Para a polícia, o PCC decidiu punir W. porque possivelmente uma das crianças abusadas ou assediadas por ele, ou pelo tio, seria parente ou filha de um membro ou conhecido de membros da facção.

Mesmo com hematomas pelo corpo e cortes na cabeça, resultado de sessões de espancamento dos seqüestradores, W. foi preso pela polícia. "Uma menina confirmou que ele ajudou o tio a segurá-la para facilitar os atos libidinosos", afirmou a delegada.

Rosana Vanni disse que vai iniciar nesta quarta-feira a coleta de depoimentos dos 36 pais de crianças que procuraram o Departamento de Educação do município para relatar que os filhos teriam sido abusados pelo borracheiro. Segundo ela, depois da participação do PCC no caso, muitos pais ficaram com medo de fazer as denúncias formalmente. "Estamos comunicando a eles que não há problema algum em fazer a denúncia, pois não é nenhum membro do PCC que está sendo acusado", disse a delegada. Nenhum suspeito foi preso pelo seqüestro.

Até agora, um exame de corpo de delito deu resultado positivo para abuso sexual contra uma criança. Outros três exames deram resultados negativos e um necessita de confirmação. Segundo a delegada, pelo menos 10 crianças figuram como vítimas de abuso ou assédio praticado pelo borracheiro.

A atuação do suposto pedófilo foi descoberta há cerca de um mês, quando duas mães desconfiaram de fotos dos filhos feitas pelo borracheiro, que prometia presentear as crianças com pipas personalizadas com as fotos delas no papel. O borracheiro, segundo a polícia, atraía as crianças nas portas das escolas e, em troca, além das pipas, prometia dinheiro, brinquedos e doces, consertava bicicletas ou deixavas as crianças jogarem vídeo game em sua casa.

Em uma blitz na casa do borracheiro, a polícia apreendeu material pornográfico com crianças e fotos de meninos e meninas nuas, além da maquina fotográfica usada por ele. Ele já responde por atentado violento ao pudor em Pernambuco e deve ser indiciado pelo mesmo crime e por corrupção de menores e exposição de crianças em cenas constrangedoras e em materiais pornográficos, dois crimes previstos pelo Estatuto da Criança. O sobrinho deve responder por participação no crime de atentado violento ao pudor. Os dois negam as acusações.

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