terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Emprego industrial tem a maior queda desde outubro de 2003, diz IBGE

Presidente da Chrysler disse que atravessar 2009 será desafio. Cerca de 58 modelos serão exibidos nos próximos dias.


Chevrolet Beat, o carro conceito da Chevrolet (Foto: AFP)

O Salão do Automóvel de Detroit, o mais importante dos Estados Unidos, foi inaugurado neste domingo (11), em um momento crítico para a indústria automobilística, com as vendas em queda e grandes montadoras, como General Motors e Chrysler, lutando para não desaparecer.

Na abertura do salão, o presidente da Chrysler, Bob Nardelli, reconheceu que atravessar o ano de 2009 será "um verdadeiro desafio" para o grupo, que está afundando no mercado automotor dos Estados Unidos.

O grupo prevê para este ano que todo o setor venderá entre 10,5 e 11,1 milhões de veículos, contra 13,5 milhões em 2008, quando a queda já foi de 18%.


Cadillac Converge (Foto: Reuters)

Nardelli insistiu na viabilidade da Chrysler, apesar da crise, e em sua capacidade para pagar o empréstimo de 4 bilhões de dólares que recebeu do governo americano para escapar da falência.

Chrysler, a menor dos grandes fabricantes do país, foi a mais prejudicada pela crise de 2008, quando suas vendas caíram 30% em relação ao ano anterior.

Outra grande prejudicada foi a General Motors, que "acelerará consideravelmente seu plano de reestruturação", segundo seu presidente, Rick Wagoner.

"É um grande trabalho que começa aqui esta manhã", disse ao garantir seu compromisso "com o desenvolvimento de energias alternativas" e eficiência energética.

O governo autorizou em dezembro uma ajuda de 13,4 bilhões de dólares para General Motors e Chrysler, mas impôs draconianas condições de reestruturação.

"O ano de 2009 é um grande desafio", confirmou Ian Robertson, membro do conselho administrativo do grupo alemão BMW. O primeiro semestre deverá ser difícil, mas existe "um potencial de melhora", assinalou.

Assim pensando, BMW reafirmou que respeitará seus compromissos nos Estados Unidos, "o maior mercado do mundo".

"Estamos preparados para um ano muito difícil", concordou o presidente da Daimler, Dieter Zetsche, que assegurou que seu grupo está suficientemente "forte para atravessar uma crise deste tamanho". Mas, como outros, Zetsche se propõe a "não produzir mais do que poderá vender".

Desde o outono boreal, os fabricantes reduziram fortemente sua produção devido a forte queda da demanda, reduzindo os postos de trabalho e adiando projetos.

Neste contexto, os construtores continuam apostando na revolução verde para superar a crise.

É por isso que os veículos elétricos e híbridos estão na ordem do dia em Detroit, como nunca antes se viu.

Os japoneses Toyota e Honda rivalizam com os híbridos: o primeiro apresentou a nova versão de seu emblemático Prius, enquanto o segundo propôs um novo modelo de seu sedan Insight. Daimler, por seu lado, apresentou um protótipo do automóvel elétrico batizado Blue Zero.

Cerca de 58 modelos, incluindo-se 44 lançamentos mundiais, serão exibidos nos próximos dias a cerca de 7.000 jornalistas, de 60 países.

Fonte: G1

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