segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Opções de tratamento de doenças da coluna cervical

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Decisões relacionadas ao tratamento da coluna cervical devem ser tomadas com cautela. Na maioria das vezes existe tempo suficiente para informar-se e apreender sobre doença ou lesão na região cervical.
Você é a única pessoa que pode decidir sobre seu tratamento. É importante que você tenha amplo conhecimento sobre as limitações, riscos e possíveis benefícios envolvendo sua decisão; por isto pergunte sobre tudo, esclareça suas dúvidas e, se for necessário, faça-se acompanhar de um familiar às consultas . Tenha sempre em mente que as informações aqui contidas podem não se aplicar ao seu caso.

OPÇÕES CLÍNICAS
Existem muitas situações em que o tratamento clínico para doenças da coluna cervical são preferenciais às indicações cirúrgicas. Alguns exemplos de terapias não cirúrgicas incluem imobilização, fisioterapia e medicação para tratamento de problemas na região cervical.

Esteróides não-inflamatórios
Agem reduzindo a inflamação e promovendo, com isto, o alívio da dor na coluna cervical causada pela irritação das raízes e articulações. O Ibuprofeno e o Naprosin são antiinflamatórios não-esteróides largamente utilizados. O efeito indesejável mais freqüente é a irritação da mucosa gástrica. Uma nova alternativa são os chamados inibidores da Cox2, que teriam efeitos menores sobre a mucosa gástrica e com a vantagem de uma única tomada diária.

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Massagem

Freqüentemente é usada para aliviar tensão muscular, contraturas e dores inflamatórias. Outros benefícios incluem melhora da flexibilidade e da amplitude de movimento.

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Injeções Epidurais

A medicação é injetada em torno do canal espinhal, no espaço epidural (acima da dura mater). São altamente efetivos no alívio das dores na coluna cuja origem possa ser inflamatória e pequenas protusões discais. A duração de seu efeito é limitada e podem ser necessárias várias injeções em diferentes sessões.

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Fisioterapia

Durante a fisioterapia, diferentes tratamentos como aplicação local de gelo, ultrassom e massagens são geralmente associados para alivio da contratura e dor na colna cervical. Exercícios terapêuticos são também prescritos para fortalecer e aumentar a amplitude dos movimentos. Ao mesmo tempo, são ensinadas ao paciente a correção de postura e exercícios de relaxamento.

Opções de cirurgia da coluna cervical
Discectomia Cervical Anterior
É uma cirurgia onde é feita uma pequena incisão no pescoço para alcançar a parte anterior da coluna cervical, a fim de remover um disco intervertebral ou espículas ósseas.

Discectomia Cervical Anterior com Fusão
É uma cirurgia feita na coluna cervical que tem a finalidade de aliviar a pressão exercida sobre as terminações nervosas ou sobre a medula espinhal. Nesse procedimento realiza-se uma fusão entre vértebras, mediante um enxerto ósseo.

Corpectomia Cervical
É um procedimento em que é retirada uma porção da vértebra e do disco intervertebral adjacente para aliviar a pressão sobre as terminações nervosas e a medula espinhal. Em alguns pacientes o canal ósseo da coluna cervical pode sofrer um estreitamento devido às espículas ósseas que surgem nas vértebras ou nos ligamentos que se encontra por trás delas. Nesse caso, pode ser necessária a remoção de uma ou mais vértebras e seus respectivos discos intervertebrais, pois a região afetada deve ser descomprimida adequadamente e isto não pode ser alcançado com uma discectomia cervical anterior.

Foraminotomia
É um procedimento que visa alargar a saída do canal medular para aliviar os sintomas causados por um nervo comprimido. A compressão das terminações nervosas da coluna cervical pode causar dor no pescoço, rigidez e dores, irradiando-se para os ombros, braços, mãos, bem como perda de sensibilidade, formigamento e ou fraqueza nas mãos e braços. Protusão ou rompimento dos discos intervertebrais, espículas ósseas, ligamentos ou articulações hipertrofiadas, todas essas situações causam o estreitamento da saída das terminações nervosas da coluna cervical, podendo causar os sintomas descritos. Pacientes que não se beneficiam de tratamentos preventivos podem vir a ser candidatos para esse tipo de cirurgia.

Discectomia de Acesso Mínimo
A Discectomia/Foraminotomia Cervical Anterior é realizada para aliviar pressão das terminações nervosas da coluna cervical. Nessa cirurgia, é usado um pequeno retrator tubular para acessar a coluna através de uma pequena incisão.

Tenha em mente, ao ler as informações aqui colocadas, que todos os tratamentos e resultados esperados são específicos para cada indivíduo e podem variar. Complicações como infecções, perda de sangue, problemas intestinais ou de bexiga fazem parte dos riscos em potencial. Recomenda-se consultar um médico para obter informações mais completas a respeito de indicações, avisos, precauções, eventos adversos, resultados clínicos e outras informações importantes.

Cirurgia de Fusão Cervical Anterior:
Exposição e Remoção do Disco Cervical
Após o afastamento do tecido adiposo (gordura) e muscular mediante o uso de um retrator, o disco fica exposto e uma porção dele é retirada, usando-se um fórceps. Com o auxílio de uma broca cirúrgica aumenta-se o espaço intervertebral, o que facilita a retirada do restante do disco e das espículas ósseas. Concluído esse procedimento, um único ligamento separa os instrumentos cirúrgicos das terminações nervosas e da medula espinhal.

Colocação do Enxerto de Tecido Ósseo
Uma pequena porção de tecido ósseo é retirada da crista ilíaca do paciente através de uma incisão separada e é então colocada no lugar do disco removido, onde começará a cicatrizar, fundindo as vértebras adjacentes.

Aumentando a estabilidade: Fusão
É inserido um enxerto de tecido ósseo entre duas vértebras para que, mediante sua fusão, se tornem uma estrutura. Essa fusão ocorre através do enxerto de tecido ósseo; porém, uma pequena placa é também inserida imediatamente após a cirurgia para aumentar a estabilidade da coluna e para diminuir o tempo de uso de um colar ortopédico durante a recuperação. E também para aumentar as chances de a cicatrização e a fusão entre as vértebras ocorrerem da forma mais rápida.

Corpectomia Cervical
É um procedimento em que uma porção da vértebra e do disco intervertebral adjacente é retirada para aliviar a pressão sobre as terminações nervosas da coluna e sobre a medula espinhal. Um enxerto de tecido ósseo, com ou sem uma placa metálica para estabilização, é usado para reconstruir a parte da coluna afetada por esse procedimento cirúrgico.

O que acontece depois?
A maioria dos pacientes sente apenas um leve desconforto na parte do corpo em que foi realizada a operação, mas isso pode ser controlado com o uso de analgésicos orais. Uma leve dor na região cervical é comum e tende a desaparecer em pouco tempo. A maioria dos pacientes tem alta do hospital entre 24 a 48 horas após a cirurgia. Pacientes podem sentir o alívio ou a cura completa dos sintomas logo após a cirurgia, embora alguns dos sintomas tendam a melhorar gradualmente. Um resultado positivo dependerá, em parte, da capacidade do paciente de seguir as recomendações de sua equipe médica e de uma expectativa realista de atingir as metas da cirurgia (o que depende também das condições pré-operatórias do paciente).
Já que o cigarro diminui dramaticamente a cicatrização do tecido ósseo, deixar de fumar aumenta significativamente as chances de sucesso.

Corpectomia
A coluna cervical é amplamente exposta separando-se e afastando-se os tecidos normais. Os discos acima e abaixo da vértebra em questão são retirados. Parte do tecido vertebral que é retirado pode ser guardado para utilizar-se na fusão.

Reconstrução
Uma estrutura óssea é colocada no espaço que ficou no meio da vértebra, estabilizando a coluna. Essa estrutura, com o passar do tempo, cicatriza e se funde com o resto da vértebra. Ao invés de usar tecido ósseo do próprio paciente, pode-se usar tecido ósseo do banco de ossos ou um enxerto heterólogo artificial. Uma placa metálica parafusada é muitas vezes utilizada para facilitar o processo de cicatrização (fusão) da vértebra, para fortalecê-la e criar estabilidade.

Foraminotomia Cirúrgica
É um procedimento que visa alargar a saída do canal medular para eliminar os sintomas causados por compressão da raiz.

Um comentário:

Vivi disse...

Boa tarde, tenho 35 anos e ja fiz 8 cirurgias na coluna porque tenho escoliose e usei platinaate os 18 anos, mas ela machucou a região , hoje tenho 1 pino na coluna e enxerto osseo , mas vou confessar a dor na região que esta o enxerto é terrivel ... tomo tramal 100ml o tempo todo para suportar tudo isso e agora estou com sacroilite na bacia .. nao é facil , se tiver alguma dica para me dar para tentar aliviar a dor agradeço