sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Crianças foram assassinadas 6 horas depois dos pais em Americana (SP), diz IML

A Polícia Civil de Americana (128 km de São Paulo) trabalha com a hipótese de que os assassinos do casal de empresários Robson e Ana Paula Tempesta eram conhecidos da família.

A morte das duas filhas do casal, de um ano e meio e oito anos, pode comprovar a tese, já que ambas estavam no escritório dos empresários na noite do crime e foram levadas do local, sendo mortas em seguida.

Um laudo do IML (Instituto Médico Legal) de Piracicaba (SP) constatou que as duas crianças morreram por estrangulamento cerca de seis horas depois dos pais --assassinados a tiros por volta das 19h no escritório da empresa de eventos deles, a Big Foot.

As filhas do casal foram localizadas por um lavrador por volta das 7h. Os corpos delas estavam em uma vala às margens da rodovia do Açúcar, no município de Elias Fausto, distante cerca de 45 km de Americana.

A polícia investiga uma denúncia feita por telefone por uma pessoa que disse ter visto, na noite de quarta, um carro com duas crianças dentro parecidas com as meninas Camila e Laura, em um posto de gasolina em Elias Fausto.

Funcionários do casal e alguns familiares prestaram depoimento na cidade, mas as informações foram mantidas sob sigilo pela polícia.

Até o final da tarde de hoje, a Polícia Civil ainda não havia identificado os suspeitos pelo assassinato. A arma do crime --uma pistola semiautomática calibre 380-- também não havia sido localizada.

Um dia após o crime, a polícia divulgou que Robson havia sido atingido por 12 tiros, e sua mulher, por três. Mas um laudo do IML confirmou hoje que o empresário levou dez tiros e Ana Paula, quatro.

Segundo o delegado Marcos Carneiro, titular do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoas), que foi acionado para ajudar nas investigações, a principal hipótese para o crime é a de vingança para acerto de contas.

Segundo as investigações, Robson tinha muitas dívidas e respondia a processos por estelionato. No Orkut, uma comunidade acompanhava o trâmite das ações judiciais contra o empresário morto.

Os policiais do DHPP foram ao local do crime anteontem à noite e não encontraram sinais de arrombamento no escritório. Os investigadores deixaram o local com uma caixa repleta de documentos.

Nesta sexta-feira à tarde, o secretário da Segurança Pública do Estado, Ronaldo Marzagão, esteve reunido com delegados, em Americana, e ofereceu à polícia local "toda a estrutura" policial necessária para apurar o crime.

Fonte: Folha Online

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