quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Conheça o projeto de reforma da Fazendinha

Corinthians quer transformar campo do Parque São Jorge em palco para shows e mandar no local jogos contra pequenos

A diretoria do Corinthians apresentou nesta quinta-feira os principais pontos da reforma do Parque São Jorge. Ao anunciar oficialmente a parceria com a empresa Lusoarenas para remodelação da Fazendinha, o presidente corintiano, Andrés Sanchez e o diretor de marketing do clube, Luís Paulo Rosenberg garantiram que a idéia vai sair do papel.

Confira os principais pontos do projeto:

Obra e prazo

É um projeto para reformulaçáo do estádio do Corinthians. Deve ficar pronto no máximo em seis meses. A previsão é utilizá-lo inicialmente do segundo semestre de 2009 até o primeiro semestre de 2011.

Valores

O valor do contrato para a revitalização não está definido, mas varia de R$ 5 milhões até R$ 13 milhões. Detalhes do projeto ainda não foram definidos e por isso não há uma certeza de quanto o clube irá gastar, já que dependederá do número de camarotes a serem construídos e demais aspectos como segurança, conforto e modernização

Capacidade

O projeto não prevê aumento de capacidade do estádio, mas o Corinthians trabalha com um número de 1.500 lugares a mais. O Parque São Jorge hoje tem capacidade estimada para 15 mil lugares.

Partidas no local

Os jogos a serem mandados no Parque São Jorge serão contra times de menores expressão. Para os jogos em que há demanda de maior torcida, o Pacaembu e possivelmente o Morumbi serão utilizados.

Casa de shows

Rosenberg acredita que com a reforma, o Parque São Jorge se tornará o maior palco de shows da Zona Leste de São Paulo. Ele comenta que o investimento feito na reforma será pago com o valor arrecadado nos jogos do Corinthians no local e também com as vendas de camarotes e de produtos nas lojas oficiais.

Concessão do Pacaembu

O Corinthians está convicto de que irá conseguir o arrendamento do Pacaembu por 30 anos, mas ainda é preciso encontrar uma forma para viabilizar o dinheiro a ser investido nas melhorias. As alternativas apontadas pela diretoria seriam parceiras ou então bancos que queiram realizar o financiamento das obras.

Lusoarenas não tem histórico positivo

O histórico da Lusoarenas não é dos melhores. Na verdade, a empresa jamais levantou um único tijolo. Até o momento, apenas diversas reuniões com dirigentes, minutas de contratos com cláusula de confiabilidade, projetos ambiciosos e maquetes impactantes. Grêmio, Vasco, Botafogo, Flamengo, Santa Cruz, Sport, Náutico, além dos governos da Bahia e Santa Catarina já iniciaram negociações, mas não viram seus estádios serem modernizados nem suas arenas multiuso serem construídas.

O vice-presidente da Lusoarenas, Marco Antonio Herling, tentou explicar qual o motivo de a empresa ainda não conseguiu subir nenhuma arena. Em sua avaliação, esses problemas "fazem parte":

- Nós de fato tivemos contatos com diversos clubes, estudamos a viabilidade econômica de projetos, alguns deles dependem da participação do poder público. Mas tudo isso faz parte porque projetos como esse requerem longo tempo de avaliações e negociações. Contamos com um parceiro muito forte no estrangeiro que faz com que clubes como Corinthians assumam compromisso conosco e confiem nas nossas propostas.

Fonte: Lance Press

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