segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Com queda de 5,24%, Bovespa tem pior dia em 7 semanas

Próximo da temporada de balanços corporativos do quarto trimestre de 2008, os investidores deixaram de lado o otimismo dos primeiros dias do ano e passou a vender ações, levando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ao seu pior dia em sete semanas.

Com uma baixa de 5,24%, o Ibovespa voltou aos 39.403 pontos, apagando o ganho acumulado na semana passada. O giro financeiro da sessão foi de R$ 3,43 bilhões.

Segundo profissionais do mercado, os investidores da bolsa paulista, que vinham tentando se distanciar do movimento internacional negativo das últimas sessões, sucumbiram ao pessimismo continuado, que também contaminou os mercados de commodities, e preferiram garantir os ganhos recentes.

O medo é que os resultados do quarto trimestre de 2008, que nos mercados americanos começam ainda nesta segunda-feira com a Alcoa.

"Foi uma período muito ruim da economia e isso deve se refletir nos lucros das companhias. Foi um motivo encontrado para o investidor realizar", disse Kelly Trentin, analista da SLW Corretora.

Até o dia 7 de janeiro, a reboque de um ingresso líquido de R$ 1 bilhão de investimentos estrangeiros, o Ibovespa acumulou ganho de 11,8%.

Os papéis mais atingidos foram os de companhias ligadas a commodities. Como Petrobras, que, na cola de uma queda de quase 8% na cotação do barril do petróleo, desabou 6,5%, para R$ 23,75.

Na mesma batida, Vale perdeu 7,26%, para R$ 26,18. A orientação foi seguida pela indústria siderúrgica, como Gerdau, que derreteu 8,8%, avaliada em R$ 17,09.

O movimento de realização de lucros, que começou no setor ligado a matérias-primas, se espalhou para todo o mercado. Das 66 ações do Ibovespa, 57 fecharam o dia no vermelho.

O setor aéreo foi um dos mais atingidos, tendência liderada por TAM, que desabou 10,4%, a R$ 19,57, no dia em que Embraer informou ter entregue menos aeronaves no quarto trimestre do que em igual período de 2007.

Fonte: Terra

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