quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cai índice dos que sairiam da cidade de São Paulo se tivessem chance

Caiu em nove pontos percentuais a quantidade de paulistanos que sairiam da cidade para viver em outro município se tivessem a oportunidade, segundo revela pesquisa Ibope realizada a pedido do Movimento Nossa São Paulo para comemorar o aniversário de 455 anos da cidade --a data será lembrada no próximo domingo (25).

No início de 2008, 55% dos entrevistados afirmaram que viveriam em outra cidade se tivessem oportunidade para isso. Na pesquisa realizada em novembro de 2008 e divulgada hoje, o índice passou a 46%.

A pesquisa tem como principal objetivo analisar a percepção que o morador tem da cidade de São Paulo. Foram entrevistados 1.512 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 18 e 29 de novembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

As 200 questões abordam temas como segurança, saúde, educação, inclusão social e qualidade de vida em São Paulo.

Apesar de a maioria dizer que deixaria a cidade, São Paulo foi classificada como um lugar bom para se morar por 50% dos entrevistados. Os que sentem muito orgulho de morarem na capital do Estado perfazem 51% dos entrevistados.

Em relação a pesquisa feita no início de 2008, o levantamento divulgado hoje aponta um novo item, o de realização pessoal. Para 26% eles estariam mais satisfeitos se ganhassem mais dinheiro. Outros 16% se contentariam mais caso tivessem um emprego melhor e 13% gostariam de passar mais tempo com a família, saída que consideram uma forma de se sentirem mais satisfeito.

Aquilo que 21% consideram mais gostar na cidade são as oportunidades que ela oferece, seguida de 16% que afirmam ser o mercado de trabalho o que há de melhor e 13% que consideram as opções de lazer o que mais gostam.

A violência e criminalidade são as coisas que os entrevistados menos gostam, 40% e 18%, respectivamente. Em terceiro lugar vem o trânsito da cidade (12%).

O maior temor dos entrevistados é com a violência em geral (78%). Desse total, 56% tem medo de ser assaltado ou roubado, 37% teme o tráfico de drogas e 17%, sair à noite.

Ao menos 22% afirmaram que foram vítimas de alguma espécie de violência nos últimos 12 meses. A questão, quando ampliada para os parentes e amigos, mostram que 48% dos entrevistados conhecem ao menos uma pessoa que foi vítima de um ato violento.

Administração

Os entrevistados avaliam que 70% dos investimentos públicos feitos na cidade são voltados para os ricos. E 87% consideram que existe corrupção na política do município e 74% afirmaram estar totalmente insatisfeitos devido ao que consideram ineficácia das instituições públicas.

O descrédito também reflete no que eles consideram da transparência dos atos da administração municipal, pois 71% afirmaram estar totalmente insatisfeitos.

A avaliação que os paulistanos fazem dos serviços públicos demonstra que houve piora na satisfação com o uso de creche --numa escala de 1 a 10, passou de 8,4 em janeiro de 2008 para 7,7 em novembro do mesmo ano.

Áreas como saúde também pioraram.

Deslocamento

Pela pesquisa, um morador de São Paulo gasta, em média, 1h37 do seu tempo para ir ao trabalho ou estudar. Ao longo das 24h do dia, são gastos, em média, 2h47 do tempo em deslocamentos.

Ao menos 19% afirmam que utilizam carro --próprio ou táxi-- para se locomover todos os dias. Quando esse grupo é questionado se valeria de transporte público caso tivesse uma boa opção, 44% responderam que sim, enquanto 56% informaram que não deixariam o carro mesmo se lhe fossem oferecidas boas condições em viagens de trem, metrô ou ônibus.

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